segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Um google do cérebro - CartaCapital

Edição 421
Um “google” do cérebro
por Drauzio Varella

Patrocinado por Paul Allen, um ousado projeto que mapeou os genes cerebrais está pronto. E é gratuito
Os cientistas usaram camundongos para a pesquisa DESCOBERTA

O americano Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, reuniu um grupo de cientistas em 2002 para saber como poderia contribuir para acelerar a evolução da neurociência. Sua atitude estava longe de ser extravagante: doações para pesquisas científicas são freqüentes entre os americanos ricos.

Os pesquisadores recomendaram que o dinheiro fosse investido na criação de um mapa que mostrasse quais dos 21 mil genes existentes no genoma do camundongo estariam envolvidos no funcionamento do cérebro.

Tal mapeamento poderia servir para estudos comparativos com os 30 mil genes identificados pelo Projeto Genoma Humano, com a finalidade de selecionar e identificar as características dos genes humanos envolvidos nas inúmeras funções do sistema nervoso.

Assim, surgiu o Allen Institute for Brain Science, na cidade de Seattle, em Washington. O projeto foi conduzido por uma equipe interdisciplinar formada por neurocientistas, geneticistas, especialistas em bioinformática e engenheiros com experiência em análises automatizadas.

Para dar idéia das dificuldades enfrentadas, foi necessário mais de um ano de trabalho só para integrar com o software os dados obtidos nos microscópios.

Apesar dos problemas técnicos, no entanto, ter escolhido o camundongo como objeto do estudo foi um acerto, porque permitiu alto grau de controle experimental: criou a possibilidade de trabalhar com animais geneticamente idênticos, que puderam ser mantidos com dietas alimentares padronizadas, para serem sacrificados exatamente aos 56 dias de vida, para que o tecido cerebral fosse estudado na mesma fase de desenvolvimento.

Em setembro deste ano, depois de quatro anos de trabalho e de 40 milhões de dólares investidos, o Allen Brain Atlas foi concluído.

Foram analisados mais de 250 mil cortes do sistema nervoso para avaliar quais dos genes do camundongo estariam envolvidos nas funções cerebrais. Os resultados foram colocados à disposição da comunidade científica internacional, gratuitamente, no site http://www.brain-map.org.

O mapa revelou que nada menos que 80% dos genes existentes no genoma dos camundongos estão expressos no sistema nervoso central, isto é, exercem alguma atividade no cérebro. E que cerca de um terço desses, só o fazem no tecido cerebral.

A comparação dos genes humanos identificados pelo Projeto Genoma Humano com os contidos no Allen Brain Atlas tem permitido identificar áreas cerebrais e circuitos de neurônios dotados de propriedades relevantes para o funcionamento de nosso sistema nervoso.

Com o mapa na tela do computador, basta o neurocientista digitar o nome do gene humano no qual está interessado para acessar todo o seu perfil de expressão, economizando meses e até anos de trabalho solitário.

Joanne Wang, da Universidade de Washington, dá como exemplo o caso de uma estudante de graduação de seu laboratório que passou um ano para definir o padrão de expressão de um único gene envolvido no transporte de substâncias através da membrana externa dos neurônios, pesquisa que hoje seria feita em minutos diante do computador.

O próximo objetivo do Allen Institute é criar um mapa que reúna os perfis de expressão dos genes do córtex cerebral humano, a fina camada cinzenta que recobre a superfície de nosso cérebro, responsável pelas propriedades cognitivas que nos diferenciam dos outros animais.

O novo projeto trará informações fundamentais para o entendimento da arquitetura dos circuitos que constituem a massa cinzenta e para identificar alterações genéticas responsáveis por distúrbios neurológicos inatos ou adquiridos.

O mapeamento dos genes que estão por trás das funções do córtex cerebral é um passo ousado. Permitirá identificar o mecanismo de ação dos genes responsáveis pela condição humana, de suas interações com o ambiente e das alterações funcionais sofridas por eles com o passar dos anos.
E, quem sabe, desvendar alguns segredos da consciência humana.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Economia - Último Segundo - Novas regras para telefonia celular entram em vigor nesta semana

Novas regras para telefonia celular entram em vigor nesta semana

10/02 - 14:00 - Redação


SÃO PAULO - Entram em vigor nesta semana, as novas regras criadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a telefonia celular. As medidas vão beneficiar cerca de 121 milhões de usuários de telefonia móvel no Brasil. O regulamento define novas regras para a prestação do serviço e estabelece direitos e deveres, tanto dos usuários quanto das prestadoras.

Na prática, as principais alterações aprovadas pela Anatel ampliam e consolidam os direitos dos usuários e aumentam os deveres das telefônicas. Entre as mudanças, está a obrigação das companhias de finalizar contratos em 24 horas após o pedido dos clientes, além da manutenção do número do telefone ao trocar de plano. Confira, a seguir, as principais alterações nas regras para a telefonia celular:


Validade de créditos para o pré-pago e reembolso

A partir do ano que vem, as operadoras serão obrigadas a oferecer créditos pré-pagos com validade de até 180 dias e revalidar os créditos expirados a partir da inserção de novos créditos.


Cadastramento de usuários do pré-pago

Será obrigatório, a partir do início de 2008, o cadatramento do usuário do pré-pago com RG, CPF e comprovante de residência.


Mudança de telefone

Fica assegurada ao cliente a partir de janeiro de 2008, segundo informou a Anatel, a manutenção do número do usuário do celular pós-pago quando ele mudar de plano de serviço na mesma prestadora. Mas, caso deseje mudar de número telefônico, a operadora terá de informar o novo número a quem ligar para ele no antigo telefone por um período de sessenta dias.


Devolução de valores cobrados indevidamente

Com as mudanças, os valores cobrados a mais serão pelas operadoras deverão ser devolvidos em dobro, com juros e correção monetária, seja na próxima fatura do usuário pós-pago, seja em créditos do usuário pré-pago, informou a Anatel.


Divulgação de direitos dos usuários

A partir do ano que vem, todos os setores de atendimento deverão apresentar quadros bem legíveis com os direitos dos usuários. Os centros de atendimento e o site da prestadora na internet também deverão disponibilizar o endereço de todos os setores de atendimento.


Suspensão de serviço por inadimplência

Entre as novas regras, está, também, a ampliação de trinta para 45 dias do prazo para suspensão do serviço por atraso no pagamento. O novo regumento diz que, a partir de janeiro de 2008, quando o usuário não pagar a sua conta, até 15 dias após o vencimento da fatura, ficará impedido de originar chamadas, exceto para os serviços de emergência ou números que não importem em débitos. Com 45 dias após vencida a fatura, as ligações serão suspensas e com noventa dias a empresa poderá rescindir o contrato de prestação do serviço.


Setor de atendimento pessoal

O regulamento também obriga as empresas prestadoras a abrirem, até 2010, em microrregiões de até duzentos mil habitantes, pelo menos um posto de atendimento pessoal. A mesma medida deve ser adotada pela empresa, até 2012, nas microrregiões de até cem mil habitantes. Para as regiões com menos de cem mil habitantes, os setores de venda que façam habilitação de terminais serão responsáveis por receber e encaminhar pedidos de rescisão de contrato.


Gratuidade das chamadas para serviços de emergência

Pelas novas regras divulgadas nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações, as operadoras de celular terão de manter a gratuidade nas chamadas feitas por usuários para os serviços de emergência. Para os usuários de serviços pré-pagos, essas chamadas poderão ser realizadas mesmo se os créditos estiverem vencidos.


Fidelização

A fidelização foi outro ponto alterado na regulamentação anunciada pela Anatel. A partir de janeiro de 2008, o prazo de carência deixa de existir para o plano de serviço. Mudanças entre planos poderão ser feitas a qualquer momento. As regras permitem, no entanto, segundo informou a Agencia Nacional de Telecomunicações, que a prestadora exija o cumprimento de prazo de permanência quando forem oferecidos benefícios ao usuário, como, por exemplo, a oferta de aparelhos subsidiados.


Rescisão contratual

A Anatel também determinou prazo de 24 horas, a partir do momento do pedido feito pelo cliente, para as empresas cancelarem o contrato. Atualmente, não há prazo estabelecido e os clientes acabam aguardando por vários meses até o fim do contrato. O cancelamento poderá ser feito pelas centrais telefônicas, por mensagens de texto direto do celular ou até mesmo por e-mail. Após o pedido de rescisão, a empresa terá 12 horas para enviar de volta ao cliente a mensagem com protocolo de recebimento do pedido e 24 horas para desativar o aparelho. O novo regulamento considera falta grave a retenção de pedidos de rescisão contratual.


Comparação entre planos

De acordo com as novas regras, o usuário de planos pós-pagos alternativos poderão solicitar da prestadora de serviço a comparação entre planos – com simulação dos valores gastos nos últimos três meses em seu plano de serviço e os que seriam gastos caso fosse outra a escolha, o que lhes permitirá fazer a melhor opção.

A Anatel informa que as novas regras inserem-se no contexto da consolidação dos serviços móveis no Brasil e na adequação às novas demandas dos usuários do serviço. De setembro de 2002 a junho de 2007, o número de usuários do serviço saltou dos 32 milhões para 106,6 milhões, o que representa um crescimento de mais de 333% na base de assinantes. Hoje, do total de acessos em serviço, 85,8 milhões (80,44%) são pré-pagos.

Conheça todas as mudanças na telefonia celular feitas pela Anatel aqui.

Despesas sigilosas do governo dobram em 4 anos - Yahoo! Notícias

Despesas sigilosas do governo dobram em 4 anos

Sáb, 09 Fev, 09h48

O governo federal já gastou R$ 98,7 milhões de 2004 a 2007 em despesas sigilosas, consideradas de interesse da segurança do Estado. Esse tipo de gasto, que inclui contas da Presidência da República, vem aumentando ano a ano. Em 2007, o governo pagou cerca de R$ 35,7 milhões em despesas sigilosas, usando os serviços de 607 empresas. O valor é 42,8% superior ao de 2006 - em que os gastos desse tipo somaram cerca de R$ 25 milhões - e mais que o dobro dos R$ 16,9 milhões registrados em 2004.
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Os gastos sigilosos do governo também podem ser feitos com os cartões corporativos, mas não se restringem a eles. Alguns órgãos oficiais, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal, têm boa parte de seus custos protegidos por segredo para garantir a eficiência de suas atividades, consideradas estratégicas para a segurança nacional. Mas há gastos de setores do governo, como Casa Civil e o próprio gabinete da Presidência da República, que também são protegidos pelo sigilo.

Na última semana, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, reconheceu que houve um erro do governo ao permitir o acesso a gastos com cartões corporativos de funcionários da Presidência responsáveis por despesas como compra de gêneros alimentícios. A tendência é que a informação sobre esse tipo de gasto seja também vedada ao público a partir de agora.

Despesas crescem

Os recursos utilizados de forma sigilosa começaram a ter registro no Portal da Transparência, site na internet administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU), a partir de 2004. Naquele ano, o total usado sob essa classificação foi de cerca de R$ 16,9 milhões, com pagamentos feitos a 424 empresas. A partir daí, esse tipo de despesa só fez crescer. Em 2005, pulou para R$ 20,9 milhões, com pagamentos para 492 empresas. No ano seguinte, chegou a R$ 25 milhões, com 465 empresas remuneradas. Até alcançar a marca do ano passado, de R$ 35,7 milhões, com 607 empresas.

Segundo a assessoria de imprensa da CGU, existe acompanhamento sobre o tipo de despesa que está sendo feita de forma sigilosa, mesmo que ela não seja especificada no Portal da Transparência.

"As informações sobre despesas sigilosas estão disponíveis no portal apenas em valores globais. O detalhamento dessas despesas consta dos processos de prestação de contas existentes nos órgãos respectivos e disponíveis para órgãos de controle interno e externo", informa a assessoria da CGU. "Os órgãos de controle têm acesso a esses dados (incluindo notas fiscais). (As informações são do jornal O Estado de S.Paulo)

Despesas sigilosas do governo dobram em 4 anos - Yahoo! Notícias.

ORIUNDI - Giornalismo fatto con passione

Imigração/Immigrazione
Déficit demográfico na União Européia: "sim, necessitamos da imigração", afirma eurodeputada [it]
Sexta-Feira - 08/02/2008


Eurodeputada Françoise Castex: É urgente que os Estados-Membros tenham uma abordagem serena da imigração e digam que "sim", temos necessidade de imigração, não apenas para os próximos anos, mas porque faz parte da nossa história. Foto: Parlamento Europeu

Em 2050, a idade média na UE deverá ser de 49 anos e as mulheres europeias têm menos filhos do que seria necessário para impedir o declínio demográfico. A insegurança econômica, a incerteza relativa ao futuro e os esquemas de emprego desatualizados são apenas algumas das razões apontadas pela eurodeputada socialista francesa Françoise Castex, autora de um relatório sobre o futuro demográfico da Europa. Na entrevista que se segue, Castex desenha um quadro geral da situação demográfica europeia.

As previsões demográficas são alarmantes para a Europa: já é tarde demais para agir?

"São apenas previsões. Dispomos atualmente de dados estatísticos que permitem prever um problema demográfico em 2050: entre o dia de hoje e o ano 2050 passaríamos de uma idade média de 39 anos para 49 anos. Entre os problemas que podem resultar desse fato incluem-se a diminuição do número de pessoas em idade ativa e um aumento da procura de cuidados de saúde, uma vez que as pessoas mais idosas têm mais necessidade desses cuidados. Tudo isto representa um problema para as finanças públicas e para o dinamismo geral da União Européia. Mas existem margens de ação, tanto em termos de pleno emprego como de natalidade".

A natalidade é muito baixa: como incitar os casais a terem filhos?
"Uma taxa de natalidade média de 1,2 é anormalmente baixa e sabemos que podemos elevar essa média através de políticas adequadas. O modelo da família numerosa não regressará, porque os modelos familiares evoluem e o papel da mulher na sociedade mudou: no séc. XX as mulheres aprenderam a controlar a sua fecundidade, designadamente através da contracepção. Ao mesmo tempo, a insegurança econômica e o receio do futuro são uma barreira considerável à natalidade. Quando estamos desempregadas ou não somos capazes de projetar os próximos 5 ou 10 anos, hesitamos em ter filhos.

Que medidas poderão favorecer a natalidade? Contrariamente ao que se pensava em determinados países, como a Alemanha, o trabalho das mulheres não é uma barreira à natalidade. Pelo contrário, é necessário ajudar as mulheres a conciliar a vida profissional com a vida familiar. Os Estados-Membros devem implementar estruturas de acolhimento para as crianças. Os estudos demonstram que os casais gostariam de ter mais filhos, o que significa que existe uma margem de progressão, mas para que essa progressão se verifique é necessário tomar as medidas adequadas para favorecer a natalidade."

A população ativa diminui: será necessário prolongar a vida ativa para além dos 70 anos, ou alterar o regime de reforma?

"A ideia dominante é efetivamente a de prolongar a vida activa e fala-se em aumentar a idade da reforma. Atualmente, a maioria das pessoas começa a trabalhar entre os 25 e os 30 anos e a taxa de emprego diminui acentuadamente a partir dos 51, 52 anos. Eu defendo que devemos começar por analisar as margens de progressão existentes na população activa e fazer com que todas as pessoas tenham 40 anos de vida activa! Penso que, a partir de 2010, o objetivo do pleno emprego será cada vez mais alcançável e necessário.

No meu relatório, proponho a noção de ciclos de vida ativa. Se pretendemos ser a economia mais competitiva do mundo, é necessário adotar uma verdadeira política de formação, de planos de carreira, de organização de itinerários profissionais ao longo do ciclo de vida ativa, ou seja, durante 40 anos.

Atualmente, a taxa de emprego dos activos idosos é reduzida porque as empresas preferem os jovens e não proporcionam formação suficiente aos seus assalariados. É um cálculo errado: as empresas devem integrar a formação nas suas despesas de investimento, porque rapidamente se irão aperceber que existe falta de mão-de-obra, a qual não pode ser exclusivamente resolvida através da imigração escolhida."

Falou na questão da imigração que é, por um lado, motivo de preocupações para algumas pessoas e, por outro, uma possível solução apontada por diversos demógrafos. Como resolver esta contradição?

"É urgente que os Estados-Membros tenham uma abordagem serena da imigração e digam que "sim", temos necessidade de imigração, não apenas para os próximos anos, mas porque faz parte da nossa história. A imigração para a União Europeia não é um dado novo, é necessário aceitá-lo.

A imigração escolhida, de acordo com a qual se temos necessidades de enfermeiros, autorizamos a imigração de um determinado número de enfermeiros, não é uma solução. As pessoas não são máquinas: são pessoas que se podem apaixonar no país de destino e nele pretender ficar e constituir família. Nesse sentido, penso que não podemos ter uma abordagem puramente econômica e quantitativa da imigração. Temos necessidade dessa imigração, também para nos renovarmos. Por isso, antes de ver se temos necessidade de aumentar a imigração, devemos geri-la de uma forma serena." (Parlamento Europeu)


Approccio sereno verso l'immigrazione

Con tassi di fertilità in costante calo il vecchio continente si appresta a divenire di fatto la "vecchia Europa": se la tendenza non sarà invertita entro il 2050 l'età media potrebbe infatti raggiungere quota 49. Insicurezza economica, trade-off vita privata e vita lavorativa, in particolare per le donne, e modelli occupazionali inadeguati sono alcune delle cause alla base del deficit demografico europeo secondo Françoise Castex, eurodeputata francese del gruppo socialista (PSE) e autrice della relazione del Parlamento sul futuro demografico dell'Unione europea.

A due settimane dal voto in plenaria le abbiamo chiesto di disegnarci il quadro della situazione.

Lo scenario demografico è allarmante: è ancora possibile agire?

"Sono solo delle previsioni", fa notare la Castex, ma se confermato questo trend "potrebbe influire sulla diminuzione del numero delle persone in età lavorativa, situazione che si andrebbe a sommare al conseguente aumento delle cure sanitarie per il maggior numero di persone anziane....un problema per le finanza pubbliche e in generale per il dinamismo dell'Ue", ritiene la deputata francese.

Come si possono favorire le donne per mettere al mondo più figli e invertire così la tendenza?

"Con delle politiche appropriate", spiega la Castex, che parla di un innaturale tasso di nascita, fermo all'1,2. "Certo, lo schema familiare di un tempo non ritornerà, oggi è evoluto, anche per il rinnovato ruolo della donna nella società, per la possibilità di regolare la propria fertilità, in particolare con la contraccezione. La Castex cita però altre cause: "L'insicurezza economica e l'incertezza del futuro".

La deputata francese non ritiene infatti che il lavoro delle donne rappresenti un freno per la natalità: "Dobbiamo aiutare le donne a conciliare vita privata e professionale; gli Stati membri debbono mettere a disposizione strutture d'accoglienza per bambini". E aggiunge: "Gli studi confermano che le coppie desiderano più figli di quanti non ne abbiamo, esiste dunque un margine di miglioramento".

La popolazione in età lavorativa diminuisce. La soluzione è allungare la "vita attiva" oltre i 70 anni o vanno rivisti i modelli pensionistici basandosi sulla solidarietà?

"L'idea dominante è certamente quella di prolungare l'età lavorativa oltre la soglia dei 70 anni", dice la relatrice francese. "Nel testo da me proposto però introduco il concetto di "ciclo di vita attiva". Se vogliamo divenire l'economia più competitiva al mondo dobbiamo predisporre politiche per la formazione e itinerari professionali durante tutto l'arco della vita, e così arriveremmo a circa 40 anni di età attiva".

"Oggi i tassi di occupazione per le persone over 50 sono bassi e ciò perchè le imprese puntano sulla flessibilità, sui bassi costi dell'impiego giovanile, non investendo nella formazione". E questo "è un modello sbagliato", ammonisce l'eurodeputata che consiglia alle imprese di "integrare la formazione nei piani di investimento aziendali". "L'immigrazione cinese da sola non basta", ironizza.

L'immigrazione è da taluni vista come risorsa, da altri come minaccia. Secondo lei può rappresentare una soluzione al deficit demografico?

"Gli Stati membri devono avere un approccio sereno nei confronti dell'immigrazione", dichiara la Castex, che va oltre: "Abbiamo bisogno dell'immigrazione non solo per gli anni a venire, ma anche per la nostra storia, per noi europei, infatti, non è un fatto nuovo".

"Non dobbiamo mantenere solo un approccio economico e quantitativo al fenomeno, accogliendo solo gli immigrati dei quali abbiamo bisogno, penso ad esempio agli infermieri, questa non è la soluzione. Le persone non sono delle macchine, hanno dei sentimenti....abbiamo bisogno dell'immigrazione anche per rinnovarci e quindi gestiamola nel modo più sereno possibile".

Redação revista eletrônica Oriundi

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Polish Exchange Student in US: My Half-Year of Hell With Christian Fundamentalists - International - SPIEGEL ONLINE - News


POLISH EXCHANGE STUDENT IN US


My Half-Year of Hell With Christian Fundamentalists

When Polish student Michael Gromek, 19, went to America on a student exchange, he found himself trapped in a host family of Christian fundamentalists. What followed was a six-month hell of dawn church visits and sex education talks as his new family tried to banish the devil from his soul. Here's his story.

'Possessed by the devil': Exchange student Michel Gromek, 19.
Zoom
Michael Gromek

'Possessed by the devil': Exchange student Michel Gromek, 19.
Editor's Note: The following story first appeared in SchoolSpiegel, a SPIEGEL ONLINE Web site that solicits original contributions from school kids about their experiences. The site also features first-hand accounts of foreign exchange students.

"When I got out of the plane in Greensboro in the US state of North Carolina, I would never have expected my host family to welcome me at the airport, wielding a Bible, and saying, 'Child, our Lord sent you half-way around the world to bring you to us.' At that moment I just wanted to turn round and run back to the plane.

Things began to go wrong as soon as I arrived in my new home in Winston-Salem, where I was to spend my year abroad. For example, every Monday my host family would gather around the kitchen table to talk about sex. My host parents hadn't had sex for the last 17 years because -- so they told me -- they were devoting their lives to God. They also wanted to know whether I drank alcohol. I admitted that I liked beer and wine. They told me I had the devil in my heart.

My host parents treated me like a five-year-old. They gave me lollipops. They woke me every Sunday morning at 6:15 a.m., saying 'Michael, it's time to go to church.' I hated that sentence. When I didn't want to go to church one morning, because I had hardly slept, they didn't allow me to have any coffee.

One day I was talking to my host parents about my mother, who is separated from my father. They were appalled -- my mother's heart was just as possessed by the devil as mine, they exclaimed. God wanted her to stay with her husband, they said.

"God's will"

Then, seeing as we were already on the topic of God's will, the religious zealots finally brought up a subject which had clearly been on their minds for a long time: They wanted me to help them set up a Fundamentalist Baptist church in my home country of Poland. It was God's will, they said. They tried to slip the topic casually into conversation, but it really shocked me -- I realized that was the only reason they had welcomed me into their family. They had already started construction work in Krakow -- I was to help them with translations and with spreading their faith via the media.

It was clear to me that there was no way I was going to do that. The family was appalled. It was a weird situation. After all, these people were my only company at the time. If I hadn't kept in touch with home through e-mail, I might have been sucked into that world.

It was only after four months that I decided to change my host family. I had kept hoping that things might improve, but it was futile. Telling them that I wanted to go was the most unpleasant moment I experienced in that half year. Of course they didn't understand -- how could they? They had grown up with their faith and were convinced of it, and then suddenly I turned up and refused to fit in.

From that moment on, I counted the days. The two months that followed my decision were hell. My host parents detested me. There were constant rows. I could sense that they just wanted to get rid of me. They didn't know what to do with me any more.

67 days later, I was finally in a new family. They were young, actually more friends than host parents, and I was very happy there. Because my new family was only 50 kilometers away from the other one, I was distrustful at first and afraid that things wouldn't be any better. But the change was worth it.

Despite everything, I still haven't come to terms with my experience. I want to write to the religious family soon and explain to them, clearly and calmly, why things went so wrong. It shouldn't just end this way."

Adapted from an interview conducted by Magdalena Blender.



Polish Exchange Student in US: My Half-Year of Hell With Christian Fundamentalists - International - SPIEGEL ONLINE - News.