domingo, 7 de junho de 2009

‘Só existe um remédio: a fé’, diz pai de príncipe brasileiro

Portal de Notícias da Globo
05/06/09 - 19h33 - Atualizado em 05/06/09 - 23h33

Familiares de passageiros do voo 447 participaram de missa no Rio. Celebração foi presidida pelo arcebispo do Rio, D. Orani João Tempesta. Aluizio Freire Do G1, no Rio

Dom Antonio de Orleans e Bragança, pai do príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, que estava no voo 447, da Air France, discursou durante uma missa em memória aos passageiros na noite desta sexta-feira (5), na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio.

“Estou aqui como um pai que perdeu um filho. Eu acredito que todos compartilham do mesmo sentimento nessa hora de dor. Só existe um remédio: a fé. Deus levou o meu filho, mas ele é misericordioso, sabe o que faz”, disse emocionado.

Dom Antonio estava acompanhado da esposa Dona Cristina de Orleans e Bragança, e dos filhos Dom Rafael e Dona Maria Amélia.

A médica Maria Elizabeth de Orleans e Braganga, prima do príncipe Pedro Luis, estava na África e veio para o Brasil acompanhar os trabalhos de buscas. “O fato dos destroços não serem do avião aumenta as esperanças, mas ainda continuamos sem notícias, a dor não diminui”, disse.
Dom Antonio de Orleans e Bragança, pai do príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, que estava no voo 447, da Air France, discursou durante a missaFoto: Aluizio Freire / G1
Dom Antonio de Orleans e Bragança, pai do príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, que estava no voo 447, da Air France, discursou durante a missa
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Presidida pelo arcebispo do Rio, D. Orani João Tempesta, a missa começou por volta das 18h10 desta sexta-feira (5) e terminou por volta das 19h10. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, não pôde comparecer e foi representado pelo secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Márcio Pacheco (PSC).
Veja a matériaa completa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vitimas do acidente com o Airbus A330-200 do voo AF447 Rio-Paris da Air France

Havia 228 passageiros a bordo do voo 447 da Air France, de acordo com a companhia francesa, estavam a bordo:

61 franceses, 58 brasileiros, 26 alemães, 9 chineses, 9 italianos, 6 suíços, 5 britânicos, 5 libaneses, 4 húngaros, 3 irlandeses, 3 noruegueses, 3 eslovacos, 2 norte-americanos, 2 espanhóis, 2 marroquinos, 2 poloneses, 1 argentino, 1 austríaco, 1 belga, 1 canadense, 1 croata, 1 dinamarquês, 1 holandês, 1 estoniano, 1 filipino, 1 islandês, 1 gambiano, 1 romeno, 1 russo, 1 sul-africano, 1 sueco e 1 turco.

O acidente, destruiu os planos de jovens casais em lua de mel, da viagem de ferias da família, da especialização profissional, e varias outras estórias que tiveram seu curso interrompido.

A lista abaixo são de passageiros do Airbus A330-200 do voo 447 Rio-Paris da Air France, é extraoficial e incompleta, e será editada assim que os nomes forem sendo divulgados.

O canadense Brad Clemes, 49, executivo da Coca-Cola na Bélgica, segundo a agência Canadian Press, Clemes nasceu em Guelph, em Ontário, mas trabalha fora do país há quase 15 anos, pela Coca-Cola, onde trabalhava na área de marketing, ele já trabalhou na África do Sul e países de Europa, Ásia e Oriente Médio.

Não há informação sobre o motivo da viagem de Clemes ao Brasil.

Por temor de desastres aéreos, a sueca Christine Badre Schnabl, 34, e o marido também embarcavam em voos diferentes quando viajavam com os dois filhos do casal. No domingo, ao embarcarem no Rio de Janeiro com destino à Suécia, também foi assim.

Segundo o jornal sueco “Expressen“, o marido pegou um voo mais cedo, com a filha de três anos de idade. Christine, acompanhada pelo filho mais velho do casal, Philipe, de cinco anos de idade, embarcou no voo 447 da Air France, que desapareceria horas depois sobre o Oceano Atlântico.

Christine vivia havia dez anos no Rio de Janeiro e estava voltando com a família para passar as férias na Suécia. Ela trabalhava como engenheira civil na câmara de comércio do consulado norueguês.

O inglês Arthur Coakley, 61, estava no Brasil para trabalhar numa plataforma petrolífera por quatro semanas.

Em entrevista à BBC News a mulher dele disse que o marido deveria ter voltado antes, mas precisou adiar a viagem. Ele deixa dois filhos e uma filha.

A médica Bianca Machado Cotta e o advogado Carlos Eduardo Macário de Melo se casaram no sábado à noite, com uma grande festa no Iate Clube de Icaraí, em Niterói, depois de três anos de namoro, iam
passar a lua de mel em Paris.

Filha única do cientista Renato Cotta, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Bianca formou-se em medicina em dezembro passado.

Eduardo também era recém-formado em direito, de acordo com um parente, Bianca é uma jovem romântica, de 25 anos, que realizou um casamento “de contos de fada“, para cerca de 300 convidados. Na família da noiva, há dois desembargadores: Enéas Cotta, aposentado, e Renata Cotta, que assumiu o posto recentemente.

Seu nome completo era digno da nobreza: Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança. Mas era tratado mesmo como dom Pedro Luiz. Nasceu em 1983, no Rio, filho do príncipe dom Antonio e da princesa belga Cristina de Ligne.

Ele era descendente de Dom Pedro II e o quarto na linha sucessória de trono, formado em administração de empresas e com pós-graduação em economia, dom Pedro Luiz estagiava numa instituição financeira de Luxemburgo.

Pedro Luiz estava à procura de uma princesa, aos 26 anos, ele queria se casar para manter uma tradição tão cara aos Orleans e Bragança: o sonho de restaurar a monarquia nos trópicos.

Vivia em Luxemburgo e sabia que ali, no pequeno país europeu incrustado entre França, Bélgica e Alemanha, estava mais próximo dos castelos que frequentava, dos casamentos e aniversários, das festas, dos encontros de nobres.

O cirurgião plástico Roberto Correa Chem, 65, era diretor do banco de peles do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre, no avião estavam também a mulher, a psicóloga Vera Chem, 63 e a filha Letícia Chem, 36 (gerente de roaming da Oi - RJ). Estavam todos de férias e a caminho da Grécia.

Os Chem deixaram uma filha (que está grávida), um filho (o médico Eduardo) e dois netos, um de 8 anos e outro de 1 ano

Formado em Tecnologia da Informação, Antonio Gueiros (foto 1), de 46 anos, O Brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro, registra 24 anos de carreira na Michelin.
Começou sua carreira na empresa como analista de sistemas, passando a coordenador, gerente, “Cliente Solution Manager” desde 4 de maio de 2009, assumiu a responsabilidade de diretor de Informática da Michelin América do Sul. Deixa dois filhos.

Viajava com Luiz Roberto Anastácio (foto 2), 50, Brasileiro funcionário da companhia há 27 anos, era atual presidente para a América Latina do fabricantes de pneus Michelin.

Juliana Ferreira Braga de Aquino, 29, era cantora e morava havia seis anos na Alemanha. Ela tinha vindo ao Brasil para visita em Brasília pais e amigos. Ficou 20 dias. Ela foi estudante de canto na UnB (Universidade de Brasília).

No ano passado, foi a Maria Madalena em Jesus Christ Superstar, musical promovida na Áustria. Atualmente, fazia parte do musical Wicked, em Stuttgard.

No Brasil, era pouco conhecida, embora tivesse talento temperado por uma voz suave e afinada.

Adriana Francisca Van Sluijs, de 40 anos, era assessora de imprensa da presidência da Petrobras, Adriana estava a caminho da Coreia do Sul, onde participaria de uma cerimonia para inaugurar um navio sonda.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"A Gripe Suina é uma Farsa!"

Achei muito interessante o modo de pensar do jornalista Ugo Braga no blog http://ugobraga.blogspot.com/2009/04/gripe-suina-e-uma-farsa.html. Ele fez uma afirmação: a gripe suína é uma farsa! Mas não apresenta provas concretas... apenas suspeitas originadas de suas observações que coincidem com as observações de muitos outros, inclusive eu. Entretanto, sua afirmação me levou ao seu blog e me fez refletir e aumentar o coro dos que estão suspeitando de alguma coisa nesse estardalhaço. Ele tem toda razão. Há uma farsa sendo apresentada com a colaboração de toda Midia. Agora, por que? simplesmente porque notícia ruim vende mais? Parece que os meios de comunicação de vários países receberam ordem para desviar a atenção de coisas muito mais graves que estão acontecendo em seus arraiais, mantendo a população em suspense e indisposta a ouvir falar de corrupção, roubalheira, etc. Nos canais de televisão só se fala nisso, imagens de pessoas com máscara virou cliche. Mas o bom senso ainda existe. Ontem a Record apresentou numa reportagem um mexicano, que destoando da cacofonia desta orquestra da maldição, disse que a epidemia era uma questão de imaginação, "está na cabeça das pessoas".
Veremos o que sairá desta história toda.
Mais um comentário: Alguém se lembra da Dengue?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe suina, uma epidemia que poderá virar pandemia?

Vivemos num mundo globalizado, em que as mazelas percorrem facilmente de um lado a outro do planeta. A gripe suina, surgida tão repentinamente já vem causando preocupação em todos os países. Visitando site de design arquitetonico TOTONKO encontrei este mapa sobre o avanço da gripe. Vale a pena ampliar o mapa e ver a abrangência da epidemia. Ao clicar nos marcadores surgirá uma quadro explicativo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Unesco lança biblioteca mundial digital


Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

Mapa mostrando 'novo mundo'

Mapa de 1562 mostrando o 'novo mundo' faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso Americano

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco www.wdl.org.

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.
Imperatriz Thereza Christina

A foto da imperatriz Thereza Christina, do acervo da Biblioteca Nacional, está disponível no site

32 instituições

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.

O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.

"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas" , explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.

Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

"Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.
http://www.bbc. co.uk/portuguese /cultura/ 2009/04/090421_ bibliotecavirtua ldf_ba.shtml