sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

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1808, antes e depois... - Novidades nas livrarias
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O ano de 2008 anuncia novas e velhas polêmicas e a demolição de mitos. Talvez fosse melhor pensar, antes de tudo, na pertinência das comemorações em torno da ?data canônica? ? para alguns especialistas a precursora da Independência. No último Simpósio Nacional da Associação Nacional de História (2007), o historiador Luiz Felipe de Alencastro fez uma proposta ousada, que poucos têm coragem de sustentar: Por que 1808 e não 1850? Afinal, onde estará a crise do escravismo nas obras lançadas e relançadas em razão do bicentenário da vinda da Corte? A falta de opção por este viés interpretativo não compromete a qualidade de alguns livros, como os do jornalista Laurentino Gomes, da historiadora Francisca Nogueira de Azevedo, e o relato de época do tenente irlandês Thomas O? Neil, acompanhado de alentada introdução de Lília Schwarcz.
Quanto a 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, não há como negar o esforço do autor em percorrer a bibliografia sobre o tema, desde o clássico de Oliveira Lima até as interpretações mais recentes, estabelecendo o debate historiográfico e preocupando-se em situar os fatos no contexto histórico. Por outro lado, uma das premissas do jornalista, ?resgatar a história da Corte portuguesa no Brasil do relativo esquecimento a que foi confinada?, parece contraditória ante a numerosa bibliografia sobre o período. Além disso, o extenso subtítulo é suscetível à traição. Embora o objetivo de alcançar um público mais amplo e pouco afeito à literatura acadêmica seja louvável, apostar em ?fuga? da família real ? por mais que os instantes finais da partida autorizem essa fórmula ? e na imagem do ?príncipe medroso? significa retroceder a questões há muito debatidas e até refutadas. Fuga ou transferência, justamente por se tratar de evento histórico, é algo que não se limita à semântica. A aparentemente simples operação de substituir a segunda palavra pela primeira implica desconsiderar um projeto político de mudança do centro de poder monárquico aventado em Portugal desde o século XVI ? apesar das hesitações que retardaram a partida do cais de Belém em 1807. Um aspecto serve de ponte entre a obra do jornalista e a de Francisca Nogueira. Enquanto o primeiro reitera o ódio profundo entre D. Carlota Joaquina e D. João, a historiadora ? há anos dedicada à tarefa de ?repensar e reconstruir? as imagens cristalizadas sobre a Princesa do Brasil ? mergulhou no íntimo da correspondência da espanhola de gênio impetuoso, portadora de uma educação refinada e inspirada nas Luzes do reinado de Carlos III, e trouxe à tona elementos importantes para a revisão da personagem.
Carlota Joaquina: cartas inéditas revela traços da relação entre a ?esposa amante e fiel? e ?meus amores da minha alma? ? D. João ?, assim como da ardorosa defensora da integridade dos domínios espanhóis na América após a deposição dos Bourbon. Decidida a não se deixar abater pelos ?obstáculos que continuamente se opõem às minhas idéias e justas operações?, escreveu ao governador de Montevidéu em 1810 e enviou-lhe diversas jóias para que realizasse ?as gloriosas empresas que vos inspira vosso santo patriotismo?. A polêmica rainha devassa não é a única revigorada. Os tais 15 mil (pouco mais ou menos) cortesãos que teriam acompanhado o regente na travessia do Atlântico terão seu descanso da tormentosa viagem mais uma vez interrompido. Tudo por causa do relançamento de A viagem da família real portuguesa para o Brasil, um escrito de 1810 assinado por Thomas O? Neil, fonte que alimentou a idéia de fuga e do exorbitante número de membros da comitiva real. ?Muitas vezes pouco confiáveis?, segundo Lília Schwarcz, as informações do irlandês provêm da sua memória e de relatos colhidos, configurando uma trama em que os fatos aparecem freqüentemente truncados. (Fabiano Vilaça)
1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, de Laurentino Gomes. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 408 páginas, R$ 39,90 www.editoraplaneta.com.br
Carlota Joaquina: cartas inéditas, de Francisca L. Nogueira de Azevedo. Rio de Janeiro, Editora Casa da Palavra / Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 408 páginas, R$ 55,00 www.casadapalavra.com.br
A viagem da família real portuguesa para o Brasil, de Thomas O? Neil. Rio de Janeiro, José Olympio / Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 128 páginas, R$ 29,00 www.record.com.br
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

ENVOLVERDE - Revista Digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento

ENVOLVERDE - Revista Digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento.


29/01/2008 - 12h01
Lagos tem a maior quantidade de lixo eletrônico do mundo


Por Sam Olukoya, da IPS


Lagos, Nigéria, 29/01/2008 – Lagos, capital comercial da Nigéria, pode ser considerada um dos lugares com maior quantidade de lixo eletrônico do mundo. Desfazer-se dele é um verdadeiro problema que se soma ao da gestão de resíduos tradicionais. Cerca de 500 contêineres carregados com um volume equivalente a 500 mil monitores de computador ou 175 mil aparelhos de televisão entram em Lagos por mês, segundo a organização ambientalista Basel Action NEtwork (Ban), com sede na cidade norte-americana de Seattle. Setenta e cinco por cento de sua carga são considerados lixos eletrônicos.

“As razões para esse grande fluxo de resíduos eletrônicos rumo a Lagos não são inverossímeis”, disse à IPS Peter Ejiofor, comerciante de computadores de segunda mão. “Lagos tem um grande porto marítimo por onde as mercadorias entram com facilidade e também há um grande apetite por artigos importados de segunda mão na cidade”, acrescentou. Esta cidade paga um grande custo ambiental por esses produtos baratos. A maioria deles é descartada quase em seguida depois de sua chegada a Lagos.

“Os dejetos eletrônicos são um grande problema e um enorme desafio. Temos pilhas de produtos descartados”, disse à IPS o gerente da Autoridade de Gestão de Resíduos de Lagos (Lawma, sigla em inglês), Ola Oresanya. Com a falta de instalações para reciclar esse tipo de dejeto, acabam sendo jogados fora de forma indiscriminada por toda a cidade. Alguns deles vão parar nos lixões onde são queimados. Os ambientalistas se mostram preocupados com a situação.

“É muito preocupante porque os componentes desses produtos eletrônicos são muito perigosos”, disse à IPS Leslie Adogame, da Sociedade Ambiental Nigeriana. Também se mostrou muito preocupado pelas conseqüências para a saúde. “Como são queimados ao ar livre, alguns dos componentes emitem muitas partículas”, explicou Adogame. “Os moradores das regiões onde são queimados devem estar sofrendo doenças pulmonares porque inalam muitas substâncias nocivas”, acrescentou.

Lawma também está preocupada pelos perigos que representam os dejetos eletrônicos, disse Oresanya. Uma das principais medidas tomadas pelas autoridades para contra a ameaça é através da educação. É preciso criar um “sistema integrado de gestão de dejetos”. As autoridades de Lagos se voltam ao setor privado em busca de ajuda. “Conversamos com o setor privado em busca d ajuda porque possuem os meios para gerir o descarte desses resíduos”, disse Oresanya.

Lagos tem um grande problema para se desfazer do lixo. As ruas estão cobertas de pequenos sacos de plástico utilizados para vender água. Na época de maior calor, são vendidos centenas deles por mês. “Esses pequenos sacos são, em parte, responsáveis pelas graves inundações que vêm afetando algumas partes da cidade nos últimos anos”, disse à IPS Femi Oluwol, residente desta cidade. “Quando chove, esses saquinhos entopem a rede de canalização, e água transborda e inunda as ruas e nossas casas”, explicou Oluwol, cuja casa em Agege, bairro residencial na periferia de Lagos, sofre freqüente inundações.

Lagos é um dos lugares mais povoados do mundo. Prevê-se que terá cerca de 20 milhões de habitantes em 2010, segundo projeções da Organização das Nações Unidas. Muitos dos envolvidos concordam que a enorme quantidade de pessoas implica um desafio para a gestão de resíduos. “A variável população pode agravar ainda mais o problema se não se gerir bem o lixo”, disse Oresanya. Lagos gera cerca de nove mil toneladas de lixo por dia, e 80% podem ser reciclados.

No contexto da iniciativa de reciclagem “programa zero lixo”, os dejetos orgânicos, que constituem 60% dos desperdícios da cidade, se convertem em adubo, usado em um projeto de melhoramento urbano com árvores e flores. Os resíduos também permitem outros usos positivos. “Aproveitamos para criar postos de trabalho e reduzir a pobreza”, disse Oresanya. A gestão de desperdícios criou 350 postos de trabalho direto.

Algumas pessoas estão empregadas em uma unidade de reciclagem que produz adubo a partir de lixo orgânico e em uma fábrica que transforma os saquinhos de água em pequenas bolas de plástico. Outras três mil pessoas se beneficiam da gestão de forma indireta. Centenas de jovens desempregados podem ser vistos revirando os lixões para recuperar papel, metal, plástico e outros elementos úteis. Este ano, Lawna tem o ambicioso projeto de duplicar a quantidade de resíduos reciclados.

Para Oresanya, “antes do fim do ano queremos ampliar a capacidade das unidades. Temos muitos jovens desempregados, é preciso criar postos de trabalho e a reciclagem é uma forma de fazer isso”. Oresanya acredita que Lawma poderá cumprir seu objetivo. “Temos vontade política e estamos comprometidos com a situação. O governo investe e associa-se com investidores para esse fim”, assegurou. (IPS/Envolverde)

Crédito de imagem: Stephen Leahy

(Envolverde/ IPS)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Woman searching for father discovers ... it's her boss

http://news.yahoo.com/s/afp/20080122/od_afp/taiwanvietnampeopleoffbeat;_ylt=ApYtTumQVb73_DWliR4SKlQFO7gF

TAIPEI (AFP) - A Vietnamese woman searching for her father worked at his home in Taiwan for seven months without realising who he was before the relationship came to light, her father and police said Tuesday.

Tran Thi Kham, 40, travelled to Taiwan in 2005 hoping to find her biological father, who fell in love with her Vietnamese mother in Hong Kong in 1967, police said.

Tran's mother became pregnant but was forced to return home for family reasons. She died two months after giving birth to Tran, leaving the baby an engraved gold ring and a photo of her Taiwanese father, who did not know she existed.

Giving his reaction to the meeting, Tran's father, Tsai Han-chao, told the local TVBS cable news channel: "Life's ups and downs are just like television drama. How could I have ever dreamed that she is my daughter? I can't stop crying when we were finally united."

Tran was hired by Tsai in Taipei county to look after his paralysed wife and was reassigned by an agency to a family on the offshore Kinmen island seven months later, after the woman died.

After arriving in Kinmen, Tran realised that she had left a bag containing her father's ring and photo in her ex-employer's home and asked the local police for help, the police in Kinmen said.

When Tsai opened the bag, he immediately recognised the items he had given his girlfriend.

He wasted no time flying to Kinmen for a tearful meeting with his daughter.

"This is incredible and really touching to see the father and daughter get together after all these years," said policeman Ku Ker-ya.

Ku told AFP that DNA testing had confirmed Tran's parentage and she returned to Vietnam last week to deal with legal documents.

An undated handout photo, released January 12, by the Kinmen Police Bureau, shows Vietnamese Tran Thi Kham with her father Tsai Han-chao in Kinmen, a northern island of Taiwan. Tran -- who travelled to Taiwan looking for her father -- worked at his home in Taiwan for seven months without realising who he was before the relationship came to light.(AFP/HO/File)