quarta-feira, 6 de junho de 2012

Parece que o mensalão não será mais julgado!

Para ser divulgado pelos que ainda têm esperança
de vivermos em um país livre dos chefes das gangs
da corrupção e do suborno.



A GANG DOS 40 E SEU CHEFE
 FICARÃO IMPUNES

(A SÍNDROME DO RABO PRESO)

"O Supremo não pode parar para julgar o Mensalão. Temos de desmitificar o julgamento desse processo. Até parece que não temos mais nada importante na Corte para julgar, que essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo." (Ministro Marco Aurélio).

 

Depois de lermos a entrevista do Ministro Marco Aurélio dada à Revista Consultor Jurídico - conforme ampla divulgação na Internet - devemos concluir que o STF realmente é controlado no submundo do poder pelos ex-presidentes FHC e Lula, que transformaram, respectivamente, este Tribunal Superior em lacaio do Poder Executivo e do projeto de poder do PT.

Nesta entrevista o ministro declara em relação ao Mensalão: "Até parece que não temos nada mais importante na Corte para julgar, que essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo".

Apenas esta declaração "voluntária", após as investidas de Lula sobre outro Ministro, demonstra claramente que o Ministro Marco Aurélio, mesmo que já tenham se passado sete anos desde que o Procurador Geral da República qualificou essa gente sórdida como uma quadrilha comandada por José Dirceu, reduz o processo do Mensalão a um processo de menor importância, uma forma sub-reptícia de preparar o terreno para que o julgamento do Mensalão somente ocorra depois das eleições municipais, atendendo aos desejos sórdidos de Lula, ou mesmo ao longo de 2013, quando a maioria dos crimes cometidos estará legalmente prescrita favorecendo um novo mandato para o próprio Lula ou a reeleição de Dilma.

Provavelmente o Ministro não entende que continuar permitindo a prescrição dos crimes cometidos pela gang do Mensalão seguirá, vergonhosamente, desqualificando o STF como um Tribunal Superior que mereça um mínimo de respeito da sociedade, demonstrando que está envolvido até a cabeça com o projeto fascista do PT.

Para o Ministro uma gang que, além de disseminar de forma absurdamente criminosa a corrupção pelo poder público, subornou quase todo o Congresso Nacional influenciando decisivamente em quase todos os projetos aprovados pelos deputados e senadores durante os mandatos de Lula, merece um tratamento comum no seu julgamento.

Acreditamos que essa atitude espúria do Ministro visa não dar visibilidade aos métodos utilizados pelo representante do PT durante seus dois mandatos. Como permitir que um doutor "Honoris Causa" seja reconhecido pela sociedade como chefe ou cúmplice da gang dos 40, isto é, um meliante que poderá ter permitido que o Poder Público tenha sido transformado em um Covil de Bandidos?

Ou seja, a culpabilidade da gang dos 40 resultará, necessariamente, no reconhecimento coletivo que os mandatos de Lula foram decorridos em meio a fraudes de suborno de deputados e senadores e muitos outros crimes.

Evidentemente que o Ministro não é um ignorante ou um imbecil – apesar de achar que talvez todos nós possamos ser assim qualificados –, mas, simplesmente, ao ignorar o seu verdadeiro papel de magistrado de um Tribunal Superior, acaba, com suas declarações, de colocar sua toga a serviço dos interesses políticos mais nefastos para o país.

A sociedade, mesmo omissa, está convicta que se o Mensalão tivesse um correto tratamento jurídico pelo STF provavelmente Lula não teria conseguido se reeleger nem feito Dilma sua sucessora, afundando o PT nas águas comunistas fedorentas, lugar onde nasceu o projeto de aparelhamento do Estado para preparar o terreno para o Regime Fascista comandado pelo Poder Executivo.

Depois do STF enrolar a sociedade durante mais de sete anos o Ministro Marco 
Aurélio ainda declara na sua entrevista: "O que se quer? Um exame [do Processo
do Mensalão] aligeirado pela rama?".
 

A pergunta que fica é por que o Ministro Marco Aurélio está se colocando explicitamente como boi de piranha de uma sacanagem patrocinada pelo PT que afundará, definitivamente, o Poder Judiciário no mar da degeneração moral, e que tipo de compromissos tem com FHC e Lula que o fazem elaborar um juízo de valor tão obscuro e fora de propósito para reduzir a nada a importância que o julgamento do Mensalão tem para a sociedade, que já percebe o Poder Público como um Covil de Bandidos e o país como um Paraíso de Patifes?

O Ministro fala por si só ou pela maioria dos outros ministros tementes a FHC e Lula?

 "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter da autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". (Ayn Rand)


Geraldo Almendra

05/junho/2012



Anexo: Entrevista

----- Original Message -----

  From: Silvio Pinheiro

  To: Mente Estratégica ; T82@yahoogroups.com

  Sent: Monday, June 04, 2012 4:54 PM

  Subject: Supremo não pode parar para julgar mensalão

 

 

  FACA NO PESCOÇO

    "Supremo não pode parar para julgar mensalão"

    Por Rodrigo Haidar

 

 

    O Supremo Tribunal Federal precisa desmitificar o julgamento do processo

do mensalão. O tribunal tem de achar um procedimento que permita o

julgamento desse processo sem deixar de lado as outras milhares de ações que

aguardam a definição dos ministros. A opinião é do ministro Marco Aurélio:

"Até parece que não temos mais nada importante na Corte para julgar, que

essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo".

 

    Em entrevista concedida à revista Consultor Jurídico nesta quinta-feira

(31/5), o ministro afirmou que não vê motivos para a pressa que se percebe

em julgar o mensalão e que sequer seria conveniente analisar o caso durante

o período eleitoral. Para Marco Aurélio, é evidente que a decisão do STF

pode influenciar o processo eleitoral. "Acabará o pronunciamento do Supremo

interferindo no processo eleitoral, no certame eleitoral, com desequilíbrio

para a disputa", afirmou. De acordo com ele, contudo, o período eleitoral

também não é um obstáculo intransponível para que o caso seja julgado.

 

    O ministro não admite a possibilidade de suspensão do recesso de julho

por conta de um processo que considera tão importante quanto qualquer outro

que tramita no Supremo e diz que não compareceria às sessões. "Eu próprio

não comparecerei a qualquer sessão convocada para o mês de julho para julgar

especificamente um processo. Afinal de contas, ninguém está no corredor da

morte", disse.

 

    Na entrevista, o ministro ainda criticou o atraso nas sessões do

Supremo, as longas discussões sobre o mesmo fato que acabam por impedir o

julgamento de outros processos e a pressão sobre o revisor da ação do

mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, para que ele libere logo o processo

para a pauta. "O que se quer? Um exame aligeirado pela rama? Não. Se quer um

exame cuidadoso, porque nós estaremos lidando com a liberdade de cidadãos".

De acordo com Marco Aurélio, o tribunal não pode deixar de lado, neste caso,

a equidistância que deve ter em relação a qualquer processo que tramita no

STF.

 

    Leia a entrevista:

 

    ConJur — Há justificativa para a pressa no julgamento do processo do

mensalão?

    Marco Aurélio — Temos de desmitificar esse processo. Até parece que não temos mais nada importante na Corte para julgar, que essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo. O processo, para mim, é um processo igual a tantos outros que nós apreciamos. Há uma excitação muito grande, considerado até o rótulo do processo: mensalão. Há a cobrança da sociedade, dos veículos de comunicação que informam e ressaltam o julgamento. Mas é uma Ação Penal. Uma Ação Penal que se mostrou grandiosa quanto à quantidade de

envolvidos, no que se manteve aqui, a meu ver com maltrato ao princípio do juiz natural, acusados que não detêm prerrogativa de foro. Mas nós devemos proceder com naturalidade. Precisamos pensar em uma fórmula que não suspenda, ante o tempo necessário para julgamento desse processo, a jurisdição. Que não menospreze a situação de inúmeros jurisdicionados que estão na fila aguardando para ver seu processo julgado. Nós temos, no Pleno, cerca de 700 processos para serem apreciados. Recursos Extraordinários, com repercussão geral admitida, são 253. E estamos julgando muito pouco.

 

    ConJur — Por que julgando pouco?

    Marco Aurélio — Porque continuamos com uma relapsia no tocante a tempo, ao horário. Ontem iniciamos a sessão com 50 minutos de atraso. Eu fico até com pena daquele casalzinho que apresenta a sessão plenária na TV Justiça porque eles precisam encher lingüiça. Aí, o que ocorre? O presidente compensa no final da sessão. Eu tinha ontem audiências com advogados de fora de Brasília, com uma subprocuradora do município do Rio de Janeiro, com um advogado de São Paulo. E aí nós passamos por relapsos. Sou favorável a se cumprir horário, a se otimizar o tempo. Cada qual se policiar, que aquilo ali não é uma academia. Para acompanhar o relator você não precisa fundamentar o voto. Mas para divergir, sim. E o que está acontecendo? Quando

chega a minha vez de votar e eu divirjo. Aí eles começam a rediscutir a matéria, como se houvesse divergência entre eles. E não há. Para quê? Para mostrar ao grande público que eles não estão errados? Já votaram, já fundamentaram os votos. E a desconfiança pesa sobre mim, porque toda vez que você fica isolado em um colegiado, tem que desconfiar do que veiculou. E com isso se gasta muito, mas muito tempo. E ao invés de se julgar dez ou 15 processos por sessão, julgamos só um. Às vezes, nem um processo.

 

    ConJur — O senhor admite a possibilidade de suspensão do recesso de julho para julgar esse processo?

    Marco Aurélio — De forma alguma. Aí é que seria colar a esse processo a excepcionalidade, discrepando do que se imagina em termos de Estado Democrático de Direito. Eu próprio não comparecerei a qualquer sessão convocada para o mês de julho para julgar especificamente um processo. Afinal de contas, ninguém está no corredor da morte.

 

    ConJur — Há a necessidade de julgar o processo esse ano?

    Marco Aurélio — Necessidade não há. E procede a preocupação do

ex-presidente Lula. Eu admito como legítima a preocupação do ex-presidente quanto à simultaneidade de termos o julgamento no semestre das eleições.

 

    ConJur — Por quê?

    Marco Aurélio — Primeiro, porque ele é leigo no campo do direito.

Segundo, ele confunde-se com o partido. Ele é o integrante maior do PT. E há acusados do PT no processo. Qual será a repercussão junto aos eleitores da condenação de um desses acusados? Acabará o pronunciamento do Supremo interferindo no processo eleitoral, no certame eleitoral, com desequilíbrio para a disputa.

 

    ConJur — Ou seja, não seria conveniente julgar esse processo no período eleitoral?

    Marco Aurélio — Não. De início eu mesmo, como cidadão e como alguém com uma experiência relativa da vida pública, da vida gregária, da vida em sociedade, creio que não seria conveniente esse julgamento no segundo semestre. O ideal teria sido o julgamento ainda em 2011 ou no primeiro semestre de 2012. Agora, evidentemente, se o revisor liberar o processo, ele estiver aparelhado e o presidente o incluir em pauta — quem inclui em pauta é o presidente, ele é quem define, pela liturgia da Corte, os processos que serão julgados — eu estarei pronto para me pronunciar. Também não é obstáculo intransponível a realização das eleições para o julgamento.

 

    ConJur — O mensalão não é um processo especial?

    Marco Aurélio — Não. É um processo trabalhoso, porque tem vários

acusados. E o relator já nos assustou dizendo que o voto dele tem mais de mil folhas, mas nós temos de estar prontos para julgar. E julgar quando aparelhado o processo. Essa é outra coisa que eu nunca vi no Supremo, uma pressão explícita ou implícita para um integrante do Supremo liberar o processo. Nós sempre guardamos um respeito mútuo muito grande. Cada qual é responsável pelos seus atos. O ministro revisor liberará o processo quando tiver o domínio do processo porque a atuação dele não é meramente formal, de lançar o visto como revisor. Ele precisa realmente ter o domínio.

 

    ConJur — Ele tem de ter pleno conhecimento do caso, tanto quanto o

relator, certo?

    Marco Aurélio — Claro. Imagine, julgando o processo, um advogado vai à tribuna e coloca uma questão qualquer. O relator, por isso ou por aquilo, presta um esclarecimento, mas não convence. Aí o revisor, que poderá suplementar o que veiculado pelo relator, não terá condições? Por isso é que ele é o revisor. Implica a revisão, realmente. O exame do conteúdo.

 

    ConJur — O revisor, ministro Ricardo Lewandowski, promete liberar a ação até o fim de junho. Será a revisão mais rápida da história do Supremo...

    Marco Aurélio — Pelo tamanho, talvez. É um processo com muitos volumes, parece-me que com 80 mil folhas. O que se quer? Um exame aligeirado pela rama? Não. Se quer um exame cuidadoso, porque nós estaremos lidando com a liberdade de cidadãos.

 

    ConJur — Dez advogados de acusados apresentaram uma petição pedindo, por exemplo, para que não sejam feitas sessões todos os dias da semana...

    Marco Aurélio — E não haverá, porque nós não podemos parar a jurisdição. Nós atuamos muito no campo individual. Temos as turmas com Habeas Corpus com réus presos. Temos o Pleno. A minha ideia seria iniciar o julgamento, se dar sequência na quarta e quinta, no horário normal, cumprindo o horário e com a observância, não só das condições físicas do relator, que são precárias, mas também do compromisso de três ministros com o TSE, e deixarmos a manhã de quarta-feira para julgarmos os demais processos. Não vamos poder suspender os trabalhos para analisar uma só ação. Nós temos de dar satisfação aos

contribuintes e aos jurisdicionados que estão aguardando há tempos o

julgamento de suas causas.

 

    ConJur — Os advogados pedem que o Supremo não julgue com a "faca no pescoço". O senhor sente uma faca no pescoço?

    Marco Aurélio — Não. Isso foi uma expressão retórica que um colega

disse, que o tribunal teria recebido a denúncia com a faca no pescoço. Ao que eu disse: "Bendita faca". E não julgamos... Depois de milhares de processos apreciados, nós temos uma leveza maior para atuar segundo o que pensamos, segundo convencimento formado, ciência e consciência possuídas, e decidir. Não podemos bater carimbo, colocar na vala comum, mas também não podemos conferir um procedimento especial a esse processo. Porque, se conferirmos, nós estaremos deixando no ar, principalmente ao leigo, certa suspeição da equidistância. Ou seja, uma impressão de que não estamos atuando como devemos atuar, como Estado juiz. De forma eqüidistante. E julgando segundo os elementos do processo. E nada mais.

 

    ConJur — O senhor disse em sessão que achava estranho o STF discutir os procedimentos do processo sem a participação dos advogados...

    Marco Aurélio — Exato. A mola mestra do devido processo legal é o

contraditório. Ou seja, o cidadão saber o seu dia em juízo em que algo que diga respeito aos interesses dele estará sendo tratado. E aí nós temos o acompanhamento pela defesa técnica, pelo profissional da advocacia. Como vemos que se está potencializando a repercussão desse processo junto à sociedade, junto à mídia? Nós tivemos uma proposta em questão de ordem, para saber, por exemplo, se poderia o relator resumir o relatório. O que eu fiz na ação que discutiu a anencefalia? Eu li o relatório de 30 folhas? Não. Eu li quatro folhas. E eu mesmo decidi resumir, distribui aos colegas e entreguei ao advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde, que foi a autora da ação. Isso é ato do relator, é quem conduz o processo.

 

    ConJur — Mas não é necessário definir alguns parâmetros, como o tempo da acusação?

    Marco Aurélio — O Ministério Público, na história do Tribunal Superior Eleitoral, na história do Supremo, nunca teve marcação de tempo para falar. O Ministério Público é o fiscal da lei. Nessa terceira ida ao TSE, eu vi que isso mudou. Porque, quando se dá a palavra ao procurador-geral eleitoral, se diz que terá 10 minutos para sustentação. Eu, se fosse do Ministério Público, já teria esperneado. Teria me insurgido contra isso. No caso do processo do chamado mensalão, se fixou cinco horas para a acusação. Cada defensor terá uma hora para defender o cliente. É claro que talvez não use esse tempo todo. Mas cinco horas para o procurador, delimitando-se? Cinco horas para o procurador, dividindo pelo número de acusados, representa oito

minutos para ele falar sobre cada acusação. E parece que há imputações

cumulativas. Ou seja, não se atribui apenas um crime, mas, no caso de alguns acusados, dois ou três crimes.

 

    ConJur — Os advogados também citam o receio de que se crie um agravante do risco de prescrição...

    Marco Aurélio — Não pode haver isso. A missão de julgar é uma missão sublime. E não cabe, nesse campo, para fugir da incidência da prescrição, se fazer conta de chegada. Majorar a pena visando afastar a prescrição. Isso aí é injustiça manifesta e é traição ao dever de fidelidade ao caso concreto, segundo a regência. Não passa pela minha cabeça que um integrante do Supremo imagine majorar a pena, não presentes as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, mas exacerbando essas circunstâncias judiciais para simplesmente não incidir a prescrição. Ou seja, nós não podemos cogitar de

uma pena hipotética e depois ajustar essa pena hipotética a um quantitativo que afaste a prescrição.

 

    ConJur — Como fazer esse julgamento sem transformar o Supremo em um tribunal de exceção?

    Marco Aurélio — Com eqüidistância, que é garantia maior de todos, não apenas desses acusados. Eu não sei como vai ser, por exemplo, se houver condenação, a fixação da pena. Talvez tenhamos aí uma feira livre, cada qual levantando o dedo pra sugerir uma pena. E nós devemos ter uma visão do conjunto e, de forma razoável e proporcional, fixar, se for o caso de condenação, a pena para cada qual dos acusados. Outra coisa que não cabe é o seguinte: Há um princípio básico em direito penal, de que a culpa é individual. Não cabe julgamento em bloco. Ou seja, se imagina que, em relação a cada qual, haja elementos a revelar a culpa ou a inocência.

 

    ConJur — O julgamento tem de ser individualizado...

    Marco Aurélio — Sim. Claro que talvez se possa cogitar de quadrilha. Aí se pega cada qual e examina, no tocando a cada um dos acusados, os elementos que foram coligidos ao processo.

 

    ConJur — Recentemente, a OAB entrou no Supremo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando o financiamento privado de campanhas políticas por empresas. Considerando que todos os escândalos políticos têm origem em financiamento de campanhas, essa ação não seria mais importante...

    Marco Aurélio — Muito mais importante. E eu já disse que eu sou a favor do voto facultativo, não obrigatório. O exercício da cidadania é um direito. O cidadão não pode ser compelido a exercer a cidadania. É escolha dele. E, em segundo lugar, defendo o financiamento estritamente público. Hoje ele é misto, já que se tem o fundo partidário, e o horário de televisão com desconto, pela empresa que transmite a propaganda, de imposto por conta do tempo consumido. Eu não consigo conceber o financiamento por parte de pessoa jurídica. Pessoa natural, ainda podemos imaginar que haja idealismo, adesão

ao partido. Mas o financiamento privado acaba saindo muito caro para a

sociedade. Não acredito em altruísmo. E se busca, posteriormente, quanto ao eleito, o troco.

 

    Rodrigo Haidar é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

 

    Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2012

 

     Juliana Borges

 

    (11) 95058408








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terça-feira, 8 de maio de 2012

Mitos e mentiras do falso ambientalismo

Sem Medo da Verdade
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 171 - 07/05/2012
www.paznocampo.org.br
linhagrossa

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Professor da USP refuta mitos e mentiras do ambientalismo


Professor de climatologia na USP Ricardo Augusto Felício
Professor de climatologia na USP Ricardo Augusto Felício
O professor de climatologia na USP Ricardo Augusto Felício fez doutorado sobre a Antártida e afirma com todas as letras: "o aquecimento global é uma mentira".

Segundo ele, não existem provas científicas desse fenômeno.

O Prof. Ricardo Augusto Felicio é professor de Climatologia do Depto. de Geografia da USP. Ele é pesquisador da área de Climatologia Antártida e Variabilidade Climática.

O prof. Ricardo mostrou que o nível do mar não está aumentando e que o gelo derrete sim, mas depois volta a congelar, porque esse é o seu ciclo. O professor lembrou ainda que o El Niño, um fenômeno natural, faz esse nível variar cerca de meio metro.

Veja vídeo
Prof. Ricardo da USP: 
não há prova do aquecimento global
"O nível do mar continua no mesmo lugar. Primeiro se fosse derreter alguma coisa, teria que ser a Antártida, mas para derretê-la você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevados", explicou o professor que é especialista no clima antártico.

Ricardo também afirmou que o efeito estufa é uma física impossível e que a camada de ozônio é uma coisa que não existe. O professor ainda respondeu perguntas da plateia como se a Amazônia é o pulmão do mundo e se a garoa característica de São Paulo está diminuindo.

Ele fez essas corajosas afirmações com ciência e segurança no Programa do Jô, na Globo, em 02-05-2012. http://www.gloria.tv/flash/player5.swf?video=285847&duration=1696
Fonte: Blog Verde: a nova cor do comunismo
 




Sem medo da verdade
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sábado, 5 de maio de 2012

LEMBRANÇAS PREPARAM REENCONTROS

LEMBRANÇAS PREPARAM REENCONTROS
Veja como a vida passa rápida: já faz um mês que meu pai partiu!
As vezes a saudade bate como uns flashes. E doi. Doi por aquele tempo ter se passado. Nós mudamos com o tempo no psicológico e no físico.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Reinado Social de Jesus Cristo

O REINADO SOCIAL DE JESUS CRISTO


    "Cristo" é a tradução grega do termo hebraico "Messias", que quer dizer "ungido". Segundo o Catecismo da Igreja Católica (n. 436), no antigo povo de Israel eram ungidos em nome de Deus os reis, os sacerdotes e os profetas. Por isso, sendo o Senhor Jesus o Ungido por excelência, a Ele pertence o tríplice múnus de Sumo Profeta, Eterno Sacerdote e Rei Universal. O Catecismo Romano, por sua vez, esclarece que a Unção pela qual Jesus foi sagrado o Cristo consiste na plenitude da graça do Espírito Santo e na abundância dos dons espirituais que lhe foram conferidos enquanto homem (cf. I, III, 7).

    Assim, o fundamento da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo está no mistério da Encarnação, ou seja, no fato de ser Ele verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Trata-se daquela que pelos teólogos é chamada de "união hipostática": duas naturezas, divina e humana, não confundidas, mas admiravelmente unidas na Pessoa divina do Verbo. Em vista disto, Jesus Cristo é Rei do Universo, não apenas por ser Deus e Senhor de tudo, mas também enquanto homem. Como explica o papa Pio XI, na encíclica Quas Primas: «Segue daí que o Cristo não somente deve ser adorado como Deus pelos anjos e pelos homens, mas também que a Ele, como homem, devem estar submetidos e obedecer: isto é, que unicamente pelo fato da união hipostática o Cristo recebeu o poder sobre todas as criaturas» (n. 7). Efetivamente, ensina o antigo Catecismo Romano: «Jesus é Rei porque Deus reuniu em sua humanidade tudo o que a natureza humana podia comportar de poder, grandeza e dignidade. Entregou-lhe, portanto, o governo do mundo inteiro» (I, III, 7).

    Isso significa que Jesus é Rei não apenas da porta da sacristia para dentro. Jesus é Rei não apenas dos homens considerados individualmente, mas também deve reinar sobre a vida pública e social. Com efeito, diz o papa Pio XI: «Os homens, unidos em sociedade, não estão menos sob o poder do Cristo do que o estejam os homens particulares. Somente Ele é a fonte da salvação privada e pública» (Quas Primas, 11). O mesmo papa, na encíclica Ubi Arcano, já havia dito que «o meio mais eficaz de trabalhar pelo restabelecimento da paz é restaurar o Reino de Cristo» (n. 39). E em que consiste esse Reino? Responde-nos o papa Paulo VI em sua Solene Profissão de Fé (Credo do Povo de Deus): «Consiste em conhecer sempre mais profundamente as insondáveis riquezas do Cristo, em esperar sempre mais ardentemente os bens eternos, em responder sempre mais decididamente ao amor de Deus e em distribuir sempre mais largamente a graça e a santidade entre os homens» (n. 27).

    Diz ainda o pontífice Pio XI que Jesus «reina na sociedade quando esta, prestando a Deus uma homenagem soberana, reconhece que d'Ele derivam a autoridade e seus direitos» (Ubi Arcano, 38). No entanto, quão longe disto estamos hoje em dia! Mais uma vez vemos cumprirem-se perante nossos olhos as palavras do Salmista: «Por que os povos agitados se revoltam? Por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Cristo?» (Sl 2,1-2).

    Se estendermos o olhar ao nosso redor, veremos ser travada, nos campos da cultura e da política, uma guerra de extermínio contra o cristianismo. Leis iníquas são aprovadas, arrancam-se os crucifixos das paredes e os cristãos são oprimidos e marginalizados apenas por vivenciarem a sua fé. Este é o panorama de uma sociedade que se rebela contra a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Jesus é Rei, o legislador supremo e o único verdadeiro soberano. Todas as vezes em que os homens arrogantemente usurparam essa soberania, como se a eles só pertencesse, o resultado invariavelmente foi o mal, a opressão, a tirania. Se não nos organizarmos a fim de devolver à sociedade moderna uma noção do espiritual, defendendo o Reinado social de Jesus Cristo, eles acabarão conosco. «Levantemos o nosso povo do seu abatimento e pelejemos por nossa Pátria e por nossa religião» (1Mc 3,43).

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Rodrigo R. Pedroso, com 32 anos de nascido, é brasileiro, casado, advogado graduado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (FD/USP), mestrando em filosofia política pela FFLCH/USP e procurador da Universidade de São Paulo. Críticas, dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o correio eletrônico rpedroso01@terra.com.br.


Autorizada ampla divulgação
desde que mantida a íntegra do texto e a indicação do autor.










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sexta-feira, 27 de abril de 2012

A falência múltipla dos órgãos públicos - Arnaldo Jabor

Uma realidade descrita com humor quase sádico! A falência dos órgãos públicos pode significar a falência do próprio Brasil ou a subida de um ditadorzinho mequetrefe tipo Lula que ponha por terra toda democracia! Mauro Demarchi

Arnaldo Jr – O GLOBO 17 Abr 12

 
A falência múltipla dos órgãos públicos
 
Esse mar de lama pode nos purificar !
 

Os corruptos ajudam-nos a descobrir o país. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão.

Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira.

Jefferson teve uma importância ideológica. Cachoeira é uma inovação sociológica.

Cachoeira é uma aula magna de ciência politica sobre o Sistema do país. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.

Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula, que, com sua imensa sorte, se livrou dos manda-chuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a História de nosso país. Sarney também seria "didático", mas nada gruda nele, em seu terno de teflon; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.

 Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a "ingovernabilidade".

Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da "normalidade" oficial do país. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na "cumbuca", as feridas cicatrizam logo.

 O governo do PT desmoralizou o escândalo, e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim "maior" - foi só para ele.

Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.

Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e "peronista" patrimonialismo de Estado.

 Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e assim, seremos esquecidos!"

Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?"

Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um "boi de piranha" tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.

Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Ótimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão. - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" -, no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve Holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...

 E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os "catões", os puros defensores da decência...

 

Não é sublime tudo isso? Nunca antes em nossa História alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia, nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre esta grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nesta imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.

 

Mas o país é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.

Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá, e a Justiça estará desmoralizada para sempre.

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Mauro Demarchi
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