quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fwd: [Coolmeia:606] Documentário: Comprar, descartar, comprar. A obsolescência planejada

Esta matéria veio por email e me pareceu interessante repassar. Realmente, vivemos no mundo descartável. Tudo se descarta, até as amizades. Infelizmente!

Documentário: Comprar, descartar, comprar. A obsolescência planejada

Baterias que "morrem" em 18 meses de uso; impressoras bloqueadas ao alcançar um determinado número de impressões; lâmpadas que derretem às mil horas... Por que, apesar dos avanços em tecnologia, os produtos de consumo duram cada vez menos?

Filmado na Catalunha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, "Comprar, descartar, comprar" faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto, para aumentar o seu consumo pois, como publicado em 1928 em uma influente revista de publicidade estadunidense, "um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios."

O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, é o resultado de três anos de pesquisa; faz uso de imagens de arquivo pouco conhecido, fornece provas documentais e mostra as desastrosas conseqüências ambientais decorrentes dessa prática. Também apresenta vários exemplos do espírito de resistência que está crescendo entre os consumidores, e inclui a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.

Uma "luz" na origem da obsolescência planejada

Tomas Edison fez a sua primeira lâmpada em 1881. Durou 1.500 horas. Em 1911, um anúncio na imprensa espanhola destacou os benefícios de uma marca de lâmpadas com um certificado de duração de 2.500 horas. Mas, como foi revelado no documentário, em 1924 um cartel que reunia os principais fabricantes na Europa e os Estados Unidos negociaram para limitar a vida útil de uma lâmpada elétrica à 1.000 horas. O cartel foi chamado "Phoebus" e, oficialmente, nunca existiu, mas, em "Comprar, descartar, comprar" é mostrado o ponto de partida de obsolescência planejada, que hoje é aplicado a produtos eletrônicos de última geração, como impressoras e iPods, e aplicada também na indústria têxtil.

Consumidores rebeldes na era da Internet

Ao longo da história do "vencimento previsto", o filme descreve um período da história da economia nos últimos cem anos e mostra um fato interessante: a mudança de atitude nos consumidores, através do uso de redes sociais e da Internet. O caso dos irmãos Neistat, do programador de computador Vitaly Kiselev, e do catalão Marcos López demonstram isso.

África, aterro eletrônico do Primeiro Mundo

Este uso e descarte constantes têm graves conseqüências ambientais. Como vemos nesta pesquisa, países como o Gana estão se tornando a lixeira eletrônica do Primeiro Mundo. Até então, periodicamente, centenas de containers chegam cheios de resíduos, sob o rótulo de "material de segunda mão", e, eventualmente, tomar o lugar de rios ou campos onde as crianças brincam.

Além da denúncia, o documentário dá visibilidade aos empresários que implementam novos modelos de negócio, e ouvem as alternativas propostas por intelectuais como Serge Latouche, que fala sobre empreender a revolução do "decrescimento", a redução do consumo e a produção para economizar tempo e desenvolver outras formas de riqueza, como a amizade ou o conhecimento, que não se esgotam ao usá-los.

Documentário "Comprar, descartar, comprar":

http://www.youtube.com/watch?v=QosF0b0i2f0&feature=player_embedded#!

agência de notícias anarquistas-ana

Apenas os bastões dos peregrinos
Se movem através
Do campo de verão.

Ishu


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

L'Italia in Brasile - Musica Italiana - 'Ci vuole un Fiore' - Cantam o Coro do Zecchino d'Oro & Sergio Endrigo

L'Italia in Brasile - Musica Italiana - 'Ci vuole un Fiore' - Cantam o Coro do Zecchino d'Oro & Sergio Endrigo

Musica Italiana

Ci vuole un Fiore

( Cantam: Coro dello Zecchino d'Oro & Sergio Endrigo )
( Autores: L. Enriquez Bacalov - S. Endrigo - G. Rodari - 1975 )


A China do Futuro e o Futuro é Hoje...

Mais uma matéria interessante que recebi por email. Realmente, há muito tempo isso acontece e começou com os produtos 1,99. A escravidão chinesa foi sustentada pelos ocidentais como o foi a escravidão soviética. Agora, estamos numa fase de transição: os produtos melhoraram de qualidade e estão atraindo marcas famosas, em breve veremos o que o autor fala em seu artigo.



 por Luciano Pires
 Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação 

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
 A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é  impressionante.
 Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas...
 Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
  Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
 Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
 Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a...

 Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!!
 O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada  por isso...
  Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa.
 Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia " poder" para ganhar o mercado ocidental .
  Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor":a marca.
  Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in USA".
 É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
  As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
 Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
 Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de "estratégia preçonhenta".
  Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
  Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes...suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
  Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
  Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.
 Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este  que aumentará gradativamente seus  preços, já que será ele  será quem ditará as novas leis de mercado pois será quem manda  pois terá o monopólio  da produção .
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos,netos... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa.
Nessa altura em que o mundo ocidental  acordar será muito tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas- grifes "aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas....

 REFLITAM E COMEÇEM A COMPRAR - 
JÁ -  OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVENCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA... E DE SEUS DESCENDENTES.  

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que eu penso.

Gen Div Murillo Neves Tavares da Silva
Muita gente está com uma expectativa bastante negativa no que diz respeito ao governo de Dilma Roussef. Eu não. As pessoas que não votaram nela acreditam que muitas coisas que não foram tratadas na campanha (e que não são do agrado geral) podem, agora, aparecer como pontos de destaque no programa de governo. Um exemplo: a volta da CPMF.
Nenhum dos dois candidatos do segundo turno fez qualquer menção quanto à necessidade de fazê-la voltar. Dona Dilma, agora, como se não tivesse nada com isso, já disse que é uma iniciativa dos governadores e que ela não enviará mensagem para o Congresso a respeito.
O Senador Sarney, por sua vez, já adiantou que o Parlamento pode tomar a iniciativa. Vai daí... Outra coisa, bastante significativa, foi notícia publicada no Correio Braziliense (Coluna do Ari Cinha, de 07 de novembro de 2010, domingo) quanto à existência de uma proposta de emenda constitucional (PEC) já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça: em caso de vacância na Presidência da República, o vice não pode substituir definitivamente o titular. A idéia é nova eleição. Como a Dona Dilma - democrata desde sempre, mesmo nos tempos em que militava em organização dedicada a atos de terrorismo - vai respeitar e nunca peitar um Congresso dócil, como sempre desejou ter seu mentor e inventor Lula da Silva, não será difícil conseguir a aprovação. Até porque seu vice é do PMDB, partido absolutamente sem apego ao poder, como todos sabemos, e não se incomodará com não chegar ao topo. Mesmo na planície, o PMDB sempre se aliou às alturas. Aliás, Deus a livre e guarde, em caso de recidiva do câncer que atacou a hoje presidente eleita, havendo nova eleição por falecimento da titular, o PT poderá lançar novamente adivinhemos quem: Luís Inácio Lula da Silva !!!!! Além disso, temas que foram escamoteados na campanha e nos debates, como o do aborto, apoio às pretensões do MST e controle da imprensa, para não espantar os eleitores, também podem ser ressuscitados.
Minha esperança, contudo é que nada disso aconteça e Dona Dilma siga impávida em sua trajetória gloriosa de presidente. Por que ? Porque ela em, no máximo, seis meses terá livrado a nação brasileira da nefasta influência de seu criador. Se é verdade que ela é autoritária e arbitrária (tantos são os casos divulgados que a gente acaba acreditando), não se sujeitará à tutela de ninguém. Se já gritava com e até destratava outros ministros e funcionários graduados em reuniões de serviço, não há de ser um metalúrgico ( que alguns dizem ser chegado a libações alcoólicas ) de pouca instrução que vai mandar nela. Todos conhecemos a inabilidade do Lula em seus pronunciamentos, provamos de sua incontinência verbal, de suas piadas inoportunas e até mesmo de alguns pequenos palavrões que - nas transcrições oficiais para arquivos - apareciam como "inaudíveis". Não deixará de ser assim, se Dona Dilma o contrariar. Só que ela, do pedestal de sua grandeza, não terá obrigação de aturar. Aí, ele, mais vaidoso que pavão fantasiado de destaque em escola de samba, tentará inviabilizar o governo dela, achando-se ainda detentor de uma popularidade enorme ( em que eu nunca acreditei ) e com total controle do PT. Como o PT mostrou-se partido de boquinhas e bocões, não creio que aceite perder suas posições e seus medalhões voltem a ser lanterneiros, pintores de auto, caixas de banco, petroleiros de plataforma, vigilantes ( todas profissões honradíssimas, mas que não pagam os salários polpudos desses sebraes e fundos de pensão da vida). Sempre haverá quem seja grato a Lula e aí se farão as divisões de uma agremiação que já é cheia de alas, tendências e correntes. Se o preço da eleição de Dona Dilma for, realmente, o ostracismo do Lula e a desestruturação do PT, haverá espaço para que uma oposição honesta ( e não tão incompetente quanto a que conduziu a campanha do José Serra) escolha um líder de fato para conduzir nosso Brasil a seu destino de grande nação.
É o que eu penso. E rezo muito para que aconteça.
Brasília, DF, 09 de novembro de 2010.
Gen Div Murillo Neves Tavares da Silva
Autorizada a reprodução, divulgação e impressão, desde que conservado o nome do autor.