quinta-feira, 27 de março de 2008

Guerrilha no Brasil

Enquanto no Brasil o governo penaliza comerciantes e investidores utilizando uma política de impostos e cobranças dos maiores do planeta, a guerrilha anda à vontade no norte do país. Vejam notícia da Revista Isto É.


 


EXCLUSIVO
O Brasil tem guerrilha
ISTOÉ entra na base da Liga dos Camponeses Pobres, um grupo armado com 20 acampamentos em três Estados, que tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e cujas ações resultaram na morte de 22 pessoas no ano passado

Por ALAN RODRIGUES (TEXTO)
E ALEXANDRE SANT'ANNA (FOTOS) - Buritis (RO)


O barulho de dois tiros de revólver quebrou o silêncio da noite na pacata comunidade rural de Jacilândia, distante 38 quilômetros da cidade de Buritis, Estado de Rondônia. Passava pouco das 22 horas do dia 22 de fevereiro quando três homens encapuzados bloquearam a estrada de terra que liga o lugarejo ao município e friamente executaram à queima-roupa o agricultor Paulo Roberto Garcia. Aos 28 anos, ele tombou com os disparos de revólver calibre 38 na nuca. Dez horas depois do crime, o corpo de Garcia ainda permanecia no local, estirado nos braços de sua mãe, Maria Tereza de Jesus, à espera da polícia. Era o caçula de seus três filhos. Um mês depois do assassinato, o delegado da Polícia Civil de Rondônia que investiga o caso, Iramar Gonçalves, concluiu: "Ele foi assassinado pelos guerrilheiros da LCP."


A sigla a que o delegado se refere, com estranha naturalidade, quer dizer Liga dos Camponeses Pobres, uma organização radical de extrema esquerda que adotou a luta armada como estratégia para chegar ao poder no País através da "violência revolucionária". Paulo Roberto foi a mais recente vítima da LCP, que, sob a omissão das autoridades federais e o silêncio do resto do Brasil, se instalou há oito anos na região e, a cada hora, se mostra mais violenta. Apenas em 2007, as operações do grupo produziram 22 vítimas - 18 camponeses ou fazendeiros e quatro guerrilheiros. Amplamente conhecidos em Rondônia, os integrantes da LCP controlam hoje 500 mil hectares. Estão repartidos em 13 bases que se estendem de Jaru, no centro do Estado, às cercanias da capital Porto Velho, se alongando até a fronteira com a Bolívia, região onde eles acabaram de abrir uma estrada. O propósito dos guerrilheiros seria usá-la como rota de fuga, mas, enquanto não são incomodados nem pela Polícia Federal nem pelo Exército, a trilha clandestina está sendo chamada de transcocaineira - por ela, segundo a polícia local, passam drogas, contrabando e as armas da guerrilha.


ÁREA PROIBIDA


A nenhuma dessas colônias o poder público tem acesso. Sob o manto da "revolução agrária", a LCP empunha as bandeiras do combate à burguesia, ao imperialismo e ao latifúndio, enquanto seus militantes assaltam, torturam, matam e aterrorizam cidades e zonas rurais nessas profundezas do Brasil. Encapuzados, armados com metralhadoras, pistolas, granadas e fuzis AR-15, FAL e AK-47 de uso exclusivo das Forças Armadas, eles já somam quase nove vezes mais combatentes que os 60 militantes do PCdoB que se embrenharam na Floresta Amazônica no início dos anos 70 na lendária Guerrilha do Araguaia. "A Colômbia é aqui", diz o delegado Gonçalves, numa referência às Farc.


A reportagem de ISTOÉ entrou nessa área proibida. No distrito de Jacinópolis, a 450 quilômetros de Porto Velho, bate o coração da guerrilha. Segundo o serviço secreto da Polícia Militar de Rondônia, é ali que está o campo de treinamento. "Nem com 50 homens armados eu tenho coragem de entrar na invasão deles", admite o delegado. Caminhar pelas hostis estradas enlameadas é como pisar em solo minado. A todo momento e com qualquer pessoa que se converse, o medo de uma emboscada é constante. Os militantes adotam as táticas de bloqueio de estradas e seqüestro das pessoas que trafegam pela área sem um salvo-conduto verbal liberado pela LCP. "É a forma de combater as forças inimigas", escreveram eles num dos panfletos que distribuíram na região. "Esses bandoleiros foram muito bem treinados pelos guerrilheiros das Farc", revela o major Enedy Dias de Araújo, ex-comandante da Polícia Militar de Jaru, cidade onde fica a sede da Liga.

Para se chegar à chamada "revolução agrária", dizem os documentos da LCP aos quais ISTOÉ teve acesso, a principal ação do grupo é pôr em prática a chamada "violência revolucionária". E, para os habitantes locais, essa tem sido uma violência fria e vingativa. No caso da sua mais recente vítima, o que a LCP fez foi uma execução sumária, após um julgamento interno suscitado pela desconfiança sobre o real propósito da presença de Paulo Roberto Garcia na região. "Eles acreditam que o rapaz era um agente infiltrado como agricultor e não tiveram dúvida em matálo", disse o delegado. Dos 22 mortos de 2007, quatro eram fazendeiros e 14 eram funcionários das fazendas, que a liga camponesa classifica como paramilitares. Na parte dos guerrilheiros, quatro foram enterrados - assassinados em circunstâncias distintas por jagunços das fazendas da região.


Além de matar, a LCP é acusada pela polícia de incendiar casas, queimar máquinas e equipamentos e devastar a Floresta Amazônica. Os moradores da comunidade onde vivia Garcia não sabem o que é luta de classe, partido revolucionário e muito menos socialismo. Mas eles sabem muito bem que, desde a chegada da LCP naquelas bandas, a morte matada está vencendo a morte morrida.


ALERTA NA SELVA


Só quem consegue transitar livremente no território da guerrilha são os caminhões dos madeireiros clandestinos, que pagam um pedágio de R$ 2 mil por dia à LCP para rodar nas estradas de terras controladas pela milícia. Em troca do pedágio, os guerrilheiros dão segurança armada aos madeireiros para que eles possam roubar árvores em propriedades privadas, áreas de conservação e terras indígenas. São terras que a LCP diz ter "tomado" - e o verbo tomar, no lugar de "invadir" ou "ocupar", como prefere o MST, não é mera semântica, mas uma revelação do caráter belicoso do grupo. "A falha é do Exército brasileiro, que deixa esses terroristas ocuparem nossa área de fronteira", acusa o major Josenildo Jacinto do Nascimento. Comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Nascimento sente na pele o poder e a arrogância desse bando armado.


No ano passado, eles derrubaram uma base militar da Polícia Ambiental dentro de uma unidade de conservação e seqüestraram seus soldados. "A tática utilizada pela LCP para as emboscadas é certeira", admite um dos militares, mantido preso por sete horas. "Como são estradas de terras, no meio da floresta, eles derrubam árvores, que fecham o caminho. Quando as pessoas descem do carro para retirar a tora, são rendidas", diz E. S., militar da Polícia Ambiental, que recorre ao anonimato para se proteger. "Essa guerra é um câncer que está se espalhando pelo Estado", alerta Nascimento.


Assim como consta nos panfletos da Liga, os guerrilheiros postam homens em bases nos morros com binóculos e rojão para anunciar a "invasão" de sua área por "forças inimigas". Depois de sermos monitorados de perto por grupos de motoqueiros, durante os 38 quilômetros que levamos uma hora e meia para percorrer no território dominado pela LCP, ouvimos uma saraivada de rojões anunciando nossa presença. Estávamos próximos a uma base. O alerta serve também para que os homens armados se infiltrem na mata ocupando as barricadas montadas com grandes árvores nas cercanias dos acampamentos.


O Brasil tem guerrilha
ISTOÉ entra na base da Liga dos Camponeses Pobres, um grupo armado com 20 acampamentos em três Estados, que tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e cujas ações resultaram na morte de 22 pessoas no ano passado

Por ALAN RODRIGUES (TEXTO)
E ALEXANDRE SANT'ANNA (FOTOS) - Buritis (RO)


"O fato é que não dá para observá-los, mas estamos sob sua mira", adverte o militar da Polícia Ambiental que nos acompanha. Na verdade, a PM Ambiental é a única força do Estado cuja presença ainda é tolerada pela guerrilha. A explicação é simples: com apenas oito agentes para cuidar de quase 900 mil hectares naquela região, eles não representam ameaça ao grupo. Antes, serão presas fáceis se assim os militantes o desejarem.


A BASE


Logo que o barulho dos rojões reverbera na imensidão da selva, as mulheres e crianças vestem seus capuzes e assumem a linha de frente. Quando se chega ao topo de um morro, depois de passar por uma barricada construída com o tronco de uma imensa árvore com a inscrição da Liga, avista-se uma bandeira vermelha tremular na franja de um acampamento de casas com cobertura de palha. Pouco tempo depois, outra barricada e chega-se a uma parada obrigatória. Do outro lado da porteira, transcorreu o seguinte diálogo com uma trupe maltrapilha, encapuzada e arredia.


- O que vocês vieram fazer aqui? - disse um nervoso interlocutor mascarado.
- Somos jornalistas e queremos saber o que vocês têm a dizer sobre a reforma agrária e a Liga dos Camponeses Pobres.
- Podem ir embora, não temos nada a dizer. Vocês só atrapalham.
- Quantas famílias estão nesta invasão?
- 300.
- Podemos falar com o líder de vocês?
- Aqui não existe líder, todos somos iguais.
- Por que vocês ficam mascarados?
- A máscara é nossa identidade.
- Vocês acreditam que podem fazer uma revolução?
- Não temos que dar satisfações à imprensa burguesa.
- De quem vocês recebem apoio?
- Não interessa.
- Podemos entrar no acampamento?
De forma alguma. Vão embora daqui!


Com colete à prova de balas sob a camisa, saímos da porteira do acampamento por uma questão de segurança e voltamos a percorrer de carro, numa estrada precária, mais uma hora e meia até o primeiro ponto de pedágio da LCP. "No ano passado, fomos presos por eles, éramos oito militares e eles tinham mais de 50 homens armados com metralhadoras", conta o sargento da tropa. "Não tem jeito, para resolver o problema com esse bando só com uma ação conjunta do Exército, da Polícia Federal e das forças do Estado."


Ao voltar da área dominada pela LCP, fica claro, nas reservadas conversas com alguns poucos moradores dispostos a contar algo, que o terror disseminado pela guerrilha se mede pelo silêncio dos camponeses. Os revoltosos controlam a vida das pessoas, além de investigar quem é quem na região. Quem não "colabora" com eles - fornecendo dinheiro, gado ou parte da produção - vira alvo de ataques covardes. Histórias de funcionários das fazendas da região que foram colocados nus sobre formigueiros ou que apanharam até abandonar o local estão muito presentes na memória dos moradores. As torturas praticadas pelos bandoleiros contra trabalhadores rurais dificultam até contratação de mão-de-obra na região. "Ninguém quer trabalhar mais na minha fazenda", admite Sebastião Conte, proprietário de 30 mil hectares de terra. Ele teve parte de sua terra "tomada" há dois anos pela LCP, a sede da fazenda foi queimada, assim como seus tratores, alojamentos e área do manejo florestal. O fazendeiro, acusado pela Liga de ser um latifundiário, é prova de que o terror da guerrilha é igual para todos. Segundo ele, nos últimos dois anos, teve que enterrar três de seus funcionários. "Todos eles assassinados barbaramente", diz Conte. "Estou pedindo socorro. Não sei mais a quem recorrer."


Longe de lá, na cidade de Cujubim, os trabalhadores rurais empregados das fazendas não dispensam o porte de armas. "Aqui ou você anda armado ou está morto", diz M.L. O capataz da fazenda e seu filho já perderam a conta de quantas vezes trocaram chumbo com os mascarados que tentam invadir a fazenda. Tratados como paramilitares, os funcionários das fazendas são, depois dos fazendeiros, os alvos prediletos dos ataques da Liga. Nelson Elbrio, gerente da Fazenda Mutum, teve o azar de cair nas mãos da "organização". Ele foi rendido exatamente como os militares da Polícia Ambiental e ficou preso sob a mira de uma arma por seis horas. "Assim que eu fiz a curva na estrada dei de cara com uns 15 homens encapuzados e fortemente armados. Eles me tiraram do carro e a partir daí vivi um inferno", conta Elbrio. "Eles queriam que eu revelasse os segredos da fazenda: quantas pessoas trabalhavam lá, depósito de combustível, se tinha seguranças armados." O sofrimento do funcionário se estendeu até o final da tarde, quando o grupo o arrastou até a sede da fazenda, dando tiros de escopeta próximo a seu ouvido. Em seguida, o obrigaram a assisti-los incendiando a propriedade e os tratores. "Nunca mais dormi bem", diz Elbrio.


Com a morte à espreita, o medo transformou distritos inteiros em zonas despovoadas - verdadeiras vilas fantasmas - e criou uma massa de gente refugiada de sua própria terra, expulsa pela guerrilha. Em Jacilândia, das 25 casas de madeira da única rua do distrito, só oito estão habitadas. Até a igreja fechou suas portas. "O povo foi embora com medo dos guerrilheiros", conta um dos moradores, um ancião que só admite a entrevista sob o anonimato. "Aqui não podemos falar nada. Para ficar de pé tem que se aprender a viver", diz o velho agricultor. O silêncio e o abandono das terras são a mais dura tradução desse novo modo de viver. Maria, a mãe do agricultor assassinado, não esperou a missa de sétimo dia do caçula. Deixou para trás os 100 hectares, onde tinha 100 cabeças de gado e a casa recém-construída. Partiu para um lugar ignorado, sob a proteção de outro filho.


O SILÊNCIO
Naquele pedaço de terra, os poucos que, apesar de tudo, permanecem na área não têm rostos ou nomes. Quando interrogados pela polícia na apuração dos crimes, eles se tornam também cegos e surdos. "Não existe testemunha de nada", reclama o delegado Gonçalves. A razão das infrutíferas apurações policiais é que os insurgentes presos são facilmente liberados pela Justiça. "Como eles usam a tática guerrilheira do uso de máscaras em suas ações, nós ficamos de mãos atadas para puni-los. Nunca se sabe quem de fato matou", queixa-se o delegado. As únicas lideranças da LCP a enfrentar a prisão por causa de assassinatos foram Wenderson Francisco dos Santos (Russo) e Edilberto Resende da Silva (Caco), que se encontra foragido. Os dois foram acusados de participar do assassinato do trabalhador rural Antônio Martins, em 2003. Russo foi absolvido em primeira instância e os promotores recorreram da decisão ao Tribunal de Justiça.


A ABIN SABE
Essa tensão é o pano de fundo de uma guerra psicológica que os ideólogos da organização avaliam como a ideal para que a área seja abandonada pelos fazendeiros. "A melhor forma de desocupar a área é destruindo o latifúndio", nos disse um dos mascarados, chamado de Luiz por um colega. Na lógica da LCP, os fazendeiros têm que tomar prejuízo sempre, senão eles não abandonam a terra. À frente de 300 famílias da invasão da Fazenda Catanio, uma propriedade de 25 mil hectares, o guerrilheiro Luiz defende o confisco do gado para matar a fome dos invasores e considera que a "tomada" de terra é a forma legal de fazer uma "revolução agrária". "Se esperarmos a Justiça, ficaremos anos plantados aqui", diz ele.


A audácia dos militantes da LCP é tanta que no ano passado mais de 200 deles marcharam encapuzados pelas ruas do município de Buritis, a 450 quilômetros de Porto Velho, até parar na porta da delegacia, onde exigiram a saída do delegado Gonçalves da comarca. Motivo: ele tinha prendido um dos líderes da facção guerrilheira. Não satisfeitos, os bandoleiros bateram às portas do Ministério Público e da Justiça exigindo que os titulares dos órgãos também se afastassem. O fato foi reportado ao Ministério da Justiça, ao presidente Lula e ao governo estadual. Até agora, não houve nenhuma resposta. "Ninguém leva a sério nossas denúncias. Eles pensam que estamos brincando, que a denúncia de guerrilha é um delírio", indigna-se o delegado Gonçalves. "Isso vai acabar numa tragédia de proporções alarmantes, e aí sim vão aparecer os defensores dos direitos humanos", critica ele. É exatamente nessa desconsideração das denúncias de promotores, juízes e militares que a Liga ganha força e cresce impunemente.


Tão trágica quanto o terror que esse grupo armado impõe às comunidades rurais é o fato de os governos estadual e federal saberem da existência desse bando armado - e não fazerem nada. Segundo o Dossiê LCP, um relatório confidencial da polícia de Rondônia, com 120 páginas, encaminhado em dezembro passado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao Exército e ao Ministério da Reforma Agrária, o grupo armado, além de cometer todo tipo de barbaridade, é financiado por madeireiros ilegais. Conforme o documento, a LCP controla uma área estimada em 500 mil hectares, onde doutrina mais de quatro mil famílias de camponeses pobres espalhadas por mais de 20 assentamentos da reforma agrária distribuídos pelos Estados de Minas Gerais, Pará e Rondônia. "Eles estão na contramão do que é contemporâneo. Mas, de fato, formaram um 'Estado' paralelo", entende Oswaldo Firmo, juiz de direito da Vara especializada em Conflito Agrário do Estado de Minas Gerais.


FORÇA-TAREFA
Documentos em poder de ISTOÉ comprovam que as autoridades federais têm feito ouvidos de mercador para o problema. No dia 11 de janeiro de 2008, o ouvidor agrário do governo federal, desembargador Gercino José da Silva Filho, acusou o recebimento das denúncias encaminhadas a ele sobre as ilegalidades cometidas por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres. Mais uma vez, nada foi feito. "Eles dizem que sabem de tudo, mas cadê a ação?", questiona o major Nascimento, comandante da Polícia Militar Ambiental de Rondônia. "Essa situação aqui só será resolvida em conjunto com outras forças militares", admite o major. Foi o que aconteceu no Estado do Pará, em novembro passado, na chamada Operação Paz no Campo, quando uma ação envolvendo o Exército, as polícias civil e militar e a Polícia Federal desocuparam um acampamento da LCP na Fazenda Fourkilha, no sul do Estado. Com dois helicópteros, 200 homens e 40 viaturas, a força-tarefa cercou o local, prendeu cerca de 150 militantes e recolheu um verdadeiro arsenal de guerra. "Precisamos da mão forte do Estado. Aqui somos tratados como cidadãos marginais", emenda o fazendeiro Sebastião Conte.

sábado, 22 de março de 2008

STLtoday - What does Disney have against mothers?


Uma boa pergunta: o quê Disney tem contra as mães? Um artigo interessante e que merece ser lido.



What does Disney have against mothers?


By Aisha Sultan
ST. LOUIS POST-DISPATCH
03/15/2008
My Disney discomfort hatched with an innocent question from my daughter, then 3 years old: "Where is Belle's mommy?"

The princess who loves to read seemed to be raised by a single, dotty father. No explanations for her missing mom. And she's far from the only motherless Disney character. Parental abandonment runs like a river through the original fairy tales from which Disney characters were drawn, and the theme continues to the most recent blockbusters. Snow White's mother dies in childbirth or soon thereafter. Ariel the Mermaid's mother never makes an appearance, and Jasmine's departed one gets fleeting mention. Pocahontas is on her own. And we all know about Cinderella's stepmom issues.

Given the Disney princesses' rock star status among little girls, I started to wonder: What does Disney have against mothers? Many of us can recall the iconic heartbreaking scenes when Bambi's mother is killed or Dumbo's mom is torn away from her baby elephant. Nemo's mom is cruelly eaten by a barracuda.

The theories behind Disney's "matricidal obsession" range from Disney creators devaluing motherhood to crass commercial and emotional exploitation of a sappy formula — that works.


"Historically, there's a good reason why in traditional fairy tales there aren't any mothers," says Jack Zipes, author of "Why Fairy Tales Stick: The Evolution and Relevance of a Genre." At the times when many ancient fairy tales originated, mothers frequently died young or in childbirth.

But that doesn't explain the continuing popularity of Disney's dead/absent mommies and the plethora of modern single dads in the movies. The lack of a nurturing mother figure is even more pronounced when considering the prevalence of scary older women — the Sea Witch in "The Little Mermaid," Cruella De Vil in "101 Dalmatians," the stepmother and witch in "Snow White," the jealous witch who curses Sleeping Beauty and the stepmother in "Cinderella."

The fairy tales that endure resonate with us because they tap into our deepest fears, capture a struggle to which children can relate and deliver a happily ever after. We connect with dysfunctional families. We fear losing our parents or orphaning our children.

Zipes says the role of mothers has stirred reactions since the beginning of storytelling: "There is a very deep, evolutionary psychological problem in a lot of these tales, and that's why we keep coming back to them. Because they raise issues we still haven't resolved."

I find the absent mommies more disturbing than the dead mommies. It bothers me when they are invisible, like Belle's mom — gone for no reason and unneeded. At least the deaths are seen and felt as tragic events, signifying a life-changing moment for the characters, which they eventually overcome. But when the moms just don't show up, it feels cold. It plants a haunting seed of doubt in a 3-year-old's mind that we can abandon our children even when there are no barracudas chasing us.

I don't remember how I explained Belle's lack of a mommy. Little girls fancy themselves as these princesses, and I wanted to create a backstory with a loving mommy character.
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TALK: Should Disney make its movies mom-friendlier?
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Parents Talk Back blog


But I just didn't know how to spin that Disney magic.


STLtoday - What does Disney have against mothers?.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Base resiste a dar relatoria da reforma a Palocci - Yahoo! Notícias

Base resiste a dar relatoria da reforma a Palocci
1 hora, 8 minutos atrás

Irritados com a tentativa do governo e dos petistas de emplacar o deputado Antonio Palocci (PT-SP) na relatoria da comissão especial que vai analisar a reforma tributária, os aliados bateram o pé e mostraram que estão dispostos a cobrar a fatura do apoio ao Planalto. Ontem e na noite de terça-feira, deputados da base de apoio ao Planalto juntaram-se à oposição e obstruíram as sessões convocadas pela Câmara para votar a medida provisória que trata da aposentadoria rural. A manobra foi comandada pelo PR, que quer a vaga de relator para o deputado Sandro Mabel (GO), mas contou com reforço do PMDB e de outros aliados.
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Na tentativa de contornar a crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou nova reunião do Conselho Político - que abriga os 14 partidos da coligação - para segunda-feira à tarde. "A obstrução não pode partir de aliados nem o relator será escolhido assim", afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. "Imagine se isso vira uma prática da Casa." Questionado sobre a reação de Lula diante da manobra, Múcio foi econômico no comentário: "Ele soube, ouviu e processou."

A ruidosa disputa na base aliada chegou à festa de aniversário do ex-ministro-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, que reuniu a cúpula do governo, parlamentares e servidores do Planalto, na noite de terça-feira, para comemorar seus 62 anos, completados no domingo. As disputas entre os partidos da coalizão eram assunto freqüente nas mesas.

Um convidado disse que PT e PMDB são "como jacaré e cobra d'água, nunca vão se entender". Em conversas reservadas, parlamentares do PR justificaram a obstrução com o argumento de que Mabel já cedeu a Palocci, no ano passado, a vaga de relator da proposta que esticava a validade da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada no Senado. Alegaram ainda que o PT quer passar uma rasteira nos aliados porque, pelo acerto, a relatoria da reforma tributária deveria ficar com o PR. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Base resiste a dar relatoria da reforma a Palocci - Yahoo! Notícias.

Morre ator inglês

Scotfield, de "O homem que não vendeu sua alma", morre aos 86

1 hora, 25 minutos atrás

LONDRES (Reuters) - Paul Scotfield, reconhecido como um dos melhores atores britânicos de sua geração e ganhador do Oscar por seu papel em "O homem que não vendeu sua alma", morreu aos 86 anos de idade, vítima de uma leucemia, disse seu agente na quinta-feira.
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Scotfield, um ator reservado que evitava os holofotes, tinha a força, a voz e a presença para sobrepujar outros atores clássicos. Suas atuações são inesquecíveis --desde o Rei Lear, de Shakespeare, até um barbeiro homossexual na comédia "Staircase".

Mas o brilho de Hollywood não o conquistou e ele era feliz por não ter alcançado o glamour de seus contemporâneos Richard Burton e Laurence Olivier. "Dos 10 melhores momentos do teatro, oito são de Scotfield", disse Burton certa vez.

A agente Rosalind Chatto disse que Scotfield morreu em paz, na quarta-feira, em um hospital perto de sua casa no sul da Inglaterra. "Ele tinha leucemia e não estava bem há algum tempo", disse ela à Reuters.

Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 1966 por seu majestoso retrato do mártir católico Sir Thomas More, que preferiu ser executado pelo rei Henrique 8o a trair sua consciência, no filme "O homem que não vendeu sua alma".

O autor Robert Bolt é o responsável pela adaptação da peça pela qual Scotfield ficou conhecido nos palcos de Londres e Nova York.

Apesar das inúmeras ofertas de Hollywood, Scotfield preferia ser discreto, fazendo mais filmes mas ainda atuando nos palcos, em papéis como Otelo e Macbeth.

A idéia de trabalhar nos Estados Unidos não o interessava. "Nunca gostei da idéia de morar ou trabalhar na Califórnia", disse ele.

"De fato, nunca estive lá, nem mesmo para receber o meu Oscar, porque estava ensaiando em Stratford." O primeiro papel de Scotfield foi aos 13 anos, como a Julieta de "Romeu e Julieta", numa peça da escola. Entre seus papéis de sucesso, está o Antonio Salieri em "Amadeus", hit de Peter Shaffer sobre a vida de Mozart.

(Reportagem de Paul Majendie)

Scotfield, de \O.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Boy, 2, in 999 drama - News - Manchester Evening News

Boy, 2, in 999 drama
John Scheerhout
17/ 3/2008

A BOY of two saved his mum's life - by dialling 999. Toddler Joshua Brookes kept his nerve after mum Isobel collapsed unconscious at home.

The youngster picked up a telephone and called the emergency services, telling an operator: `Mummy won't wake up'.

Police operator Paula Hall told the toddler to shake his mum and the line went quiet as he went away to try to rouse her.

Moments later, Joshua returned and - becoming frightened - said: `It hasn't worked.'

Paula struggled to get him to reveal his name, even asking what name Father Christmas put on his presents, but in the end, police used the phone number to track his address.

They then sent help to the boy's home in Wigan, while the operator tried to keep him calm and told him to open the

front door for the police. When they arrived, Joshua used a box to stand on and reached the door handle to let them in.

Police found Isobel, 30, who suffers from a rare heart condition, unconscious.

The mum-of-two was revived and awoke to see paramedics standing over her. She was taken to hospital and made a full recovery.

Today, Joshua was hailed a life-saving hero after details were revealed for the first time.

Back at home in Ashton-in-Makerfield, Isobel said she had taught both Joshua, now three, and his older sister Amy, six, how to dial 999 in an emergency as soon as they could talk because her heart condition makes her prone to passing out.

She said: "Amy has done it before, but she was at school this time. I didn't know anything about it until I woke up with a paramedic standing over me.

"Joshua did really well. I'm really proud of him."

Police telephone operator Paula, who took Joshua's 999 call, has been to visit him to tell him: 'Well done'.

Brave

Paula, 44, a mum who has been taking calls for the police for 12 years, said: "I knew he was very young, but I was shocked when I found out he was two. I could tell he was very frightened, but he was very brave in the circumstances. He stayed quite calm.

"He was saying he couldn't wake mummy up. I asked him to see if he could rouse her, but he couldn't.

"I couldn't get his name and asked which name Father Christmas put on his presents.

"I told him that someone would be coming to the door to help, but I was worried that he wouldn't be able to answer it.

"I was very pleased when I heard an adult voice and knew the officers had got there."

Paula added: "He's a little character."

Boy, 2, in 999 drama - News - Manchester Evening News.