Por dentro do DNA
(Por Fábio de Castro)
Agência FAPESP - A versão brasileira da exposição Revolução Genômica, criada pelo Museu de História Natural de Nova York, será aberta ao público nesta sexta-feira (29/2), em São Paulo, no Pavilhão Armando de Arruda Pereira, no Parque do Ibirapuera, onde permanece até 13 de julho.
Visitada por mais de 800 mil pessoas em diversos países, a mostra usa elementos interativos para explicar conceitos científicos e explorar o impacto das descobertas sobre o genoma na medicina, na agricultura e no cotidiano. O espaço da exposição também abrigará, nos finais de semana, um amplo ciclo de palestras relacionadas ao tema, com organização da revista Pesquisa FAPESP.
A exposição, instalada em uma área de 2 mil metros quadrados, foi trazida ao Brasil por intermédio do Instituto Sangari, que espera receber de 500 mil a 600 mil visitantes. O orçamento foi de R$ 4,5 milhões, segundo os organizadores. A exposição tem apoio de diversas empresas e instituições, entre as quais a FAPESP.
A curadoria é assinada pela professora aposentada do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da Universidade de São Paulo (USP), Eliana Beluzzo Dessen e pela jornalista Mônica Teixeira, assessora do Núcleo de Educação da Fundação Padre Anchieta e autora do livro O projeto Genoma Humano.
Segundo Eliana, a exposição foi ampliada em relação à original. Além da seção dedicada aos conceitos científicos relacionados ao DNA, seu estudo, seqüenciamento e aplicação, a versão brasileira ganhou uma introdução que remete à noção de biodiversidade, localizando o DNA no organismo das diferentes espécies, além de uma conclusão voltada às aplicações do conhecimento à genética de alimentos - um ponto forte da genômica brasileira.
"Fizemos também uma adaptação da linguagem à capacidade de leitura do público brasileiro. Nas seções complementares procuramos expressar as idéias usando menos texto e enfatizando a compreensão sensorial", disse Eliana à Agência FAPESP.
Segundo a professora, que é coordenadora de Educação-Difusão do Centro de Estudos do Genoma Humano, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP, a linguagem foi desenvolvida com foco em alunos do ensino médio.
"Sabemos que, por causa da abstração que envolve a genômica, os estudantes têm grande dificuldade para compreender. Por isso, a exposição procura associar a informação didática a uma apresentação intuitiva e concreta", explicou.
A mostra começa com uma passagem por um salão que apresenta a diversidade de organismos existentes - incluindo animais vivos e taxidermizados, plantas, fotos e filmes. Em seguida, o visitante faz um passeio por dentro de uma célula com organelas tridimensionais, onde pode localizar o DNA.
Na segunda parte, que corresponde à exposição original, o visitante tem informações sobre a descoberta do DNA e aprende conceitos importantes como hereditariedade e os elementos que formam a dupla hélice do código genético.
Os conceitos são apresentados de forma interativa: o visitante pode, por exemplo, alterar os genes de uma mosca e observar, em uma projeção, as conseqüências no animal. São apresentadas também tecnologias de seqüenciamento.
Genômica e biodiversidade
A última parte reúne casos brasileiros de aplicação do conhecimento genômico, destacando o desenvolvimento de produtos agrícolas e o seqüenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, praga que atinge plantações de laranja. "Essa parte é centrada em dois conceitos fundamentais em melhoramento genético: a seleção artificial e a seleção natural", disse Eliana.
Para o paleontólogo Niles Eldredge, da curadoria do Museu de História Natural de Nova York, os acréscimos brasileiros, voltados para a biodiversidade, representaram um avanço para a exposição. "A montagem deu uma dimensão mais ampla à mostra, colocando em perspectiva a relação entre genômica e biodiversidade", disse.
Segundo o paleontólogo, a versão brasileira ajuda a levantar diversas questões. "A discussão aborda perguntas como: por que a biodiversidade é importante para a vida na Terra, o que estamos fazendo para destruir a biodiversidade tão rapidamente e como salvar a biodiversidade no planeta", afirmou.
De acordo com o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, que faz parte do comitê científico da exposição, o estímulo aos questionamentos é justamente um dos principais objetivos da mostra.
"A idéia de uma exposição desse gênero não é passar ao visitante toda a informação sobre o tema abordado. O objetivo é que o visitante seja levado a mais questionamentos e que saia fazendo perguntas mais inteligentes do que antes", disse.
Para Brito Cruz, o caráter de divulgação científica da exposição é fundamental para o público brasileiro. "Nós, cientistas, achamos que a ciência é algo belo e fascinante, mas para o público ela pode parecer complicada e difícil. Temos que criar condições para que se possa perceber que as idéias fundamentais por trás do desenvolvimento científico são compreensíveis por todos", afirmou.
A programação de eventos organizada pela revista Pesquisa FAPESP começa no próximo sábado (1º/3), às 15h, com a palestra "Biodiversidade e a sexta extinção", apresentada pelo paleontólogo Niles Eldredge, do Museu de História Natural de Nova York.
Em conjunto com o também paleontólogo norte-americano Stephen Jay Gould, Eldredge criou, em 1972, a teoria do equilíbrio pontuado. Desenvolveu uma visão hierárquica dos sistemas evolutivo e ecológico, e também formulou uma teoria abrangente (sloshing bucket), que especifica em detalhes como a mudança ambiental rege o processo evolutivo. Um crítico das teorias da evolução focadas no gene, seu livro Why We Do It (2004) apresenta uma alternativa para a psicologia evolutiva, que se baseia nos genes para explicar o comportamento dos seres humanos.
Mais informações: www.revolucaogenomica.com.br
Boletim Agência Fapesp, 29 fev. 2008.
Recebo inúmeros emails todos os dias, com informações interessantes sobre a realidade brasileira, em vista disso tais mensagens serão adicionadas à Notícias da Web.
terça-feira, 4 de março de 2008
Exposião "Revolução Genômica"
domingo, 2 de março de 2008
::. Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt .::
Precisamos nos comunicar com estes Srs. pedindo que os seres humanos no estagio embrionário sejam (como de fato são) considerados humanos com dignidade e direitos próprios não sendo permitido a utilização, manipulação, congelamento como um simples material biológico.
EMBRIÃO HUMANO: pessoa ou coisa?
O Supremo Tribunal Federal decidirá a questão em 05 de março de 2008 e você pode fazer a sua parte!
O julgamento está previsto para a sessão do dia 5 de março de 2008, no Supremo Tribunal Federal. No banco dos réus: os seres humanos em estágio embrionário. Será o julgamento da ADI 3510, contra o artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humano. (clique para entender o processo)
Se o embrião humano é pessoa - Ele tem dignidade humana
Se o embrião humano é coisa - Ele não merece respeito algum;
Se é humano, não pode ser manipulado, congelado ou destruído;
Se é coisa pode ser manipulado, congelado ou destruído;
Se é humano, não pode ser instrumentalizado para pesquisas ou terapias
Se é coisa, pode ser usado como simples material biológico
A vida humana começa com a fecundação do óvulo. Alí cada pessoa já merece respeito e proteção. Se for aprovado que a vida humana só começa após alguns meses de gravidez e não em seu início, isso significa que o aborto nesse período não é crime. Tirou-se uma coisa do ventre materno e não uma vida em desenvolvimento.
Você pode salvar a muitas vidas
Reze muito: Vamos suplicar à Rainha da Vida por nosso país!
Ofereça sacrifícios: A luta é contra o Demônio!
Esclareça seus amigos sobre isso
Envie uma mensagem por e-mail ou fax para os membros do STF: escreva que você é a favor da vida que se inicia com a fecundação do óvulo e se encerra com a morte natural.
Ajude-nos a fazer uma "tempestade de e-mails e fax" para o STF. Eles estão ali como nossos representantes!
Entre em contato com os Ministros do Supremo. Segue os endereços dos responsáveis por essa votação:
http://www1.stf.gov.br/institucional/quemequem/quemequem.asp
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Thiago Buschinelli Sorrentino
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Rosemary de Almeida (rosemarya@stf.gov.br)
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SECRETARIA DAS SESSÕES
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Coordenadoria de Sessões da Primeira Turma
Ricardo Dias Duarte (ricardod@stf.gov.br)
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Carlos Alberto Cantanhede (cantanhede@stf.gov.br)
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Fax: 33223735
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Fax: 32173300
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Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoal
Renata Lucena Freire de Souza
Telefone:
SECRETARIA DE SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE
Osmar Willian Vieira
Telefone: 32173370
Fax: 32173371
Coordenadoria de Assistência Médica e Odontológica
Denise Gomes Cidade (denisec@stf.gov.br)
Telefone: 32173381
SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Paulo Roberto da Silva Pinto (paulo.pinto@stf.gov.br)
Telefone: 32173459/32173410
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Alexandre Marcus de Assunção Sousa (alexandrem@stf.gov.br)
Telefone: 32173416
Fax: 32173457
Coordenadoria de Tecnologia
Flávio Abreu Amorim (flavio@stf.gov.br)
Telefone: 32173473
Fax: 32173457
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Gustavo Sanches (gustavo.sanches@stf.gov.br)
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Fax: 32173457
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Direito de ser mãe
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A jornalista Flávia Cintra, 34 anos poderia ser uma mãe como qualquer outra. Apaixonada pelo advogado Pedro Corradino e bem-sucedida profissionalmente, há dois anos ela achou que era hora de formar família. Mas a decisão de Flávia de ser mãe gerou surpresa. Mais até: dúvidas sobre sua capacidade de gerar uma criança e, depois, de assumir a maternidade. O motivo? Ela é tetraplégica. Quando Flávia foi à primeira consulta com o obstetra, chegou com uma longa lista de perguntas. Não teve chance de fazê-las. Antes mesmo de examiná-la, o médico aconselhou que aguardasse três meses para ter certeza de que a gravidez evoluiria. "Eu estava ali como qualquer mulher que engravida pela primeira vez", recorda Flávia. "Ele disse estar preocupado com a minha situação e teve o cuidado de baixar minhas expectativas. Depois de meu acidente, porém, aprendi que médicos têm uma especialidade e nem sempre conhecimento de outras. Por terem limites, podem ter preconceitos. Uma pessoa mais frágil, no meu lugar, sairia dali devastada."
"Eles cobram com jeitinho da vida que deixa a mãe muito tempo fora de casa", conta Célia, que está no quinto mandato como deputada estadual, em São Paulo. Em meio à nossa conversa, o celular dela toca. Célia muda o tom da voz e sorri quando percebe que é um dos filhos, Diogo, recomendando que a mãe não esqueça de levar um filme que precisa assistir para um trabalho. "Está vendo?", diz ela, "estou sempre disponível como mãe. Eles são as grandes alegrias da minha vida. Nada me deixou mais realizada." Célia não teve nenhuma complicação nas gestações. Nem infecção urinária, que é comum na gravidez e um risco maior para quem tem lesão medular. Já Flávia contraiu uma no quinto mês, que a assustou, mas que foi contornada sem traumas. Escaras, muito comuns também por causa do aumento do peso, Flávia preveniu com uma almofada de ar especial - e cara - que era calibrada todo mês por meio de uma tecnologia computadorizada disponível na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que mede a pressão e ajusta a almofada.
Em casa, Flávia organizou uma estrutura para suprir as atividades que não consegue realizar sozinha. "Conto com a ajuda de uma babá para dar banho, vestir as roupinhas - com aqueles minibotões impossíveis de fechar com minha mão de tetra -, colocar e tirar do carrinho... Mas noto que à medida em que eles vão crescendo, vou conseguindo fazer mais coisas já que estão mais firmes e menos frágeis." Ela descobriu que a ajuda é necessária e que as limitações físicas não a impedem de ser mãe plenamente. "A babá me dá suporte operacional, mas sou eu quem sabe como é a carinha que a Mariana faz quando tem cólica, a expressão do Mateus quando quer fazer cocô, quando reclamam porque caiu a chupeta ou querem colo." É a mamãe Flávia, a bordo de sua cadeira de rodas, quem controla o horário das mamadas, da troca das fraldas, do banho e o que cada um vai vestir. Agora, que os bebês têm 4 meses, Flávia vem retomando aos poucos a carreira, com a ajuda da babá e do marido, que colabora em tudo, como reza a cartilha do pai moderno e de mulheres cada vez mais independentes e ativas profissionalmente.
FILHO É ÚNICO OUVINTE EM FAMÍLIA DE SURDOS |
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Learnings from Life: Life and Love
Life and Love
My husband is an Engineer by profession, I love him for his steady nature, and I love the warm feeling when I lean against his broad shoulders.
Three years of courtship and now, two years into marriage, I would have to admit, that I am getting tired of it. The reasons of me loving him before, has now transformed into the cause of all my restlessness. I am a sentimental woman and extremely sensitive when it comes to a relationship and my feelings, I yearn for the romantic moments, like a little girl yearning for candy. My husband, is my complete opposite, his lack of sensitivity, and the inability of bringing romantic moments into our marriage has disheartened me about love. One day, I finally decided to tell him my decision, that I wanted a divorce.
"Why?" he asked, shocked. "I am tired, there are no reasons for everything in the world!" I answered.
He kept silent the whole night, seems to be in deep thought with a lighted cigarette at all times.
My feeling of disappointment only increased, here was a man who can't even express his predicament, what else can I hope from him?
And finally he asked me:" What can I do to change your mind?" Somebody said it right, it's hard to change a person's personality, and I guess, I have started losing faith in him.
Looking deep into his eyes I slowly answered : "Here is the question, if you can answer and convince my heart, I will change my mind, Let's say, I want a flower located on the face of a mountain cliff, and we both are sure that picking the flower will cause your death, will you do it for me?"
He said :" I will give you your answer tomorrow...." My hopes just sank by listening to his response.
I woke up the next morning to find him gone, and saw a piece of paper with his scratchy handwriting, underneath a milk glass, on the dining table near the front door, that goes....
My dear,
"I would not pick that flower for you, but please allow me to explain the reasons further.."
This first line was already breaking my heart. I continued reading.
You always leave the house keys behind, thus I have to save my legs to rush home to open the door for you.
You love traveling but always lose your way in a new city, I have to save my eyes to show you the way.
You like to stay indoors, and I worry that you will be infected by infantile autism. I have to save my mouth to tell you jokes and stories to cure your boredom.
You always stare at the computer, and that will do nothing good for your eyes, I have to save my eyes so that when we grow old, I can help to clip your nails,and help to remove those annoying white hairs. So I can also hold your hand while strolling down the beach, as you enjoy the sunshine and the beautiful sand... and tell you the colour of flowers, just like the color of the glow on your young face...
Thus, my dear, unless I am sure that there is someone who loves you more than I do... I could not pick that flower yet, and die.. "
"Now, that you have finished reading my answer, if you are satisfied, please open the front door for I am standing outside bringing your favorite bread and fresh milk...
I rush to pull open the door, and saw his anxious face, clutching tightly with his hands, the milk bottle and loaf of bread....Now I am very sure that no one will ever love me as much as he does, and I have decided to leave the flower alone...
That's life, and love.
A maldição do Aborto!
Uma história de maldição, mentiras e assasinatos de inocentes, sem direito à defesa. Enganando, ludibriando, recebendo vultuosas quantias em dinheiro, as não“católicas pelo direito de decidir” representam uma maldição que deve cessar! Mauro Demarchi
"Católicas pelo Direito de Decidir"
11/1/2008
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
(quem são elas, o que fazem e onde estão)
Em 1970, o Estado de Nova Iorque aprovou uma lei que permitia o aborto por simples solicitação da gestante ("abortion on demand") até o quinto mês da
gravidez, não se exigindo sequer o domicílio em território estadual. Isso produziu uma avalanche surpreendente de gestantes provenientes de vários
outros Estados americanos, principalmente dos da costa leste, à procura dos"serviços" de aborto de Nova Iorque, as quais retornavam logo em seguida
para os seus Estados de origem. Essa lei foi um marco decisivo para que, em 1973, a Suprema Corte dos EUA, na célebre decisão Roe versus Wade,
declarasse que o nascituro não é pessoa e que não tem direitos, impondo assim a legalidade do aborto a todo o território estadunidense.
Como a Igreja Católica se opusesse à lei abortista de Nova Iorque, três membros do grupo pró-aborto NOW ("National Organization for Women" -
Organização Nacional para as Mulheres) fundaram em 1970 a organização CFFC ("Catholics For a Free Choice" - Católicas pelo Direito de Decidir). Seu
primeiro ato público foi o de ridicularizar a Igreja Católica, coroando uma feminista, na escadaria da Catedral de São Patrício em Nova Iorque , com o
título de papisa Joana I. A primeira sede das CFFC localizou-se em Nova Iorque , nas dependências da "Planned Parenthood Federation of América"
(PPFA), a filial estadunidense da IPPF[1], e atualmente a proprietária da maior cadeia de clínicas de aborto da América do Norte.
Embora CFFC seja uma organização anticatólica, o nome "católica" é estratégico para confundir o público. O objetivo é infiltrar-se nas paróquias, nas dioceses, nas universidades católicas, nos meios de comunicação, nas casas legislativas a fim de dar a entender que é possível, ao mesmo tempo, ser católico e defender o direito ao aborto. Além do aborto, tais "católicas" defendem o uso de anticoncepcionais, o divórcio, as relações sexuais pré-matrimoniais, os atos homossexuais, o matrimônio de pessoas do mesmo sexo e todas as formas de reprodução artificial.
Quanto à liturgia, as CFFC assumem uma série de rituais e práticas da Nova Era: são devotas do ídolo feminista Sofia (a deusa Sabedoria) e compõem
poesias em honra de Lúcifer. O aborto é tratado como um ato sagrado. São recitadas orações a "Deus Pai e Mãe" enquanto a mulher que está abortando é
abençoada, abraçada e encorajada a salpicar pétalas de rosas. A ex-freira Diann Neu elaborou uma cerimônia pós-aborto, em que a mulher abre uma cova
no jardim e deposita os restos mortais de seu bebê, dizendo: "Mãe Terra, em teu seio depositamos esse espírito".
O maior obstáculo que os promotores do aborto têm encontrado no seio das Nações Unidas é a presença da Santa Sé, que é reconhecida como Observador
Permanente. Em 1999, CFFC lançou a campanha See change ("mudança de sé"). O objetivo, até agora não atingido, é pressionar a ONU a fim de rebaixar o
status da Santa Sé ao de simples organização não-governamental (ONG), como é a própria CFFC.
Por que atacar justamente a Igreja Católica?
Francis Kissling, que foi presidente da CFFC durante anos desde 1982, explica, em uma entrevista de setembro de 2002, porque a Igreja Católica é o
alvo chave: "A perspectiva católica é um bom lugar para começar, tanto em termos filosóficos, sociológicos como teológicos, porque a posição católica
é a mais desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica, você refutou todas as demais. OK. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente
tem declarações tão bem definidas sobre a personalidade, quando começa a vida, fetos etc. Assim, se você derrubar a posição católica, você ganha".[2]
Financiamento
CFFC recebe vultosas doações de fundações de controle demográfico, entre elas: Fundação Ford, Fundação Sunnen, Fundação Mc Arthur e Fundação Playboy. Hoje a maior parte dos investimentos é destinada à promoção dos "direitos reprodutivos" na América Latina, ou seja, do direito ao aborto, à
esterilização e à anticoncepção.
Em 1987, CFFC criou uma filial latino-americana em Montevidéu, Uruguai, com o nome de "Católicas pelo Derecho a Decidir". Em língua espanhola foi
publicado um livro sarcástico intitulado "Y Maria fue consultada para ser madre di Dios", que apresenta Nossa Senhora como símbolo do "direito de
decidir" sobre a prática do aborto. Em 1993 foi criada em São Paulo a filial brasileira, com o nome "Católicas pelo Direito de Decidir" (CDD).
Onde elas estão?
Recentemente, as Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) transferiram-se para a Rua Sebastião Soares de Faria, n.º 56, 6º andar, São Paulo, isto é no
mesmo prédio da sede do Regional Sul 1 da CNBB, que ocupa o 5º andar. O fato tem gerado perplexidade, uma vez que, além de usarem o nome de "católicas", elas agora compartilham o mesmo edifício usado pelos Bispos. Na verdade, o prédio não pertence à CNBB, mas à Ordem Carmelita (Província de Santo Elias). Mas a perplexidade permanece: como uma Ordem de frades católicos pode alugar um imóvel para uma organização abortista?
As CDD e a Campanha da Fraternidade 2008
Na segunda quinzena de dezembro de 2007, as livrarias católicas puseram à venda um DVD produzido pela Verbo Filmes, trazendo na capa o cartaz da
Campanha da Fraternidade 2008, com o lema "Escolhe, pois, a vida", o tema"Fraternidade e defesa da vida" e o logotipo da CNBB. O que deixou os
militantes pró-vida estupefatos foi a participação da Sra. Dulce Xavier, membro das CDD, no bloco IV do vídeo ("Em defesa da vida: pontos de vista"),
com uma fala de cinco minutos, criticando a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção, e defendendo a realização do aborto pela rede hospitalar
pública para preservar "a vida das mulheres". A inserção das "católicas" no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da
notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD. No entanto, até a data da edição deste
jornal, podia-se encontrar no sítio da Verbo Filmes (www.verbofilmes.org.br) a descrição do conteúdo do DVD, ainda com a participação das Católicas pelo
Direito de Decidir.
É mais do que urgente que a CNBB emita uma nota oficial sobre as CDD, à semelhança do que fez a Conferência Episcopal dos Estados Unidos, conforme
transcrevemos a seguir.
DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS CATÓLICOS DOS ESTADOS UNIDOS (NCCB), de 10/05/2000
Por muitos anos, um grupo autodenominado "Católicas pelo Direito de Decidir" (Catholics for a Free Choice - CFFC), tem publicamente defendido o aborto ao mesmo tempo em que diz estar falando como uma autêntica voz católica. Esta declaração é falsa. De fato, a atividade do grupo é direcionada para
rejeitar e distorcer o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devida à defesa da vida humana do nascituro indefeso.
Em algumas ocasiões a Conferência Nacional dos Bispos Católicos (NCCB) declarou publicamente que a CFFC não é uma organização católica, não
fala pela Igreja Católica, e de fato promove posições contrárias ao magistério da Igreja conforme pronunciado pela Santa Sé e pela NCCB.
CFFC é, praticamente falando, um braço do "lobby" do aborto nos Estados Unidos e através do mundo. É um grupo de pressão dedicado a apoiar o aborto.
É financiado por algumas poderosas e ricas fundações privadas, principalmente americanas, para promover o aborto como um método de controle
de população. Esta posição é contrária à política existente nas Nações Unidas e às leis e políticas da maioria das nações do mundo.
Em sua última campanha, CFFC assumiu um esforço concentrado de opinião pública para acabar com a presença oficial e silenciar a voz moral da Santa
Sé nas Nações Unidas como um Observador Permanente. A campanha de opinião pública tem ridicularizado a Santa Sé com uma linguagem que lembra outros episódios de fanatismo anticatólico que a Igreja Católica sofreu no passado.
Como os Bispos Católicos dos Estados Unidos têm afirmado por muitos anos, o uso do nome "Católica" como uma plataforma de apoio à supressão da vida
humana inocente e de ridicularização da Igreja é ofensivo não somente aos católicos, mas a todos que esperam honestidade e franqueza em um discurso
público. Declaramos outra vez com a mais forte veemência: "Por causa de sua oposição aos direitos humanos de alguns dos mais indefesos membros da raça
humana, e porque seus propósitos e atividades contradizem os ensinamentos essenciais da fé católica,... Católicas pelo Direito de Decidir não merece o
reconhecimento nem o apoio como uma organização católica" (Comitê Administrativo, Conferência Nacional dos Bispos, 1993).[3]
Bibliografia consultada:
CLOWES, Brian. Mulheres católicas pelo direito de decidir. In: PONTIFÍCIO
CONSELHO PARA A FAMÍLIA. Lexicon: termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. São Paulo: Escolas Profissionais
Salesianas, 2007. p. 659-668.
HUMAN LIFE INTERNATIONAL. "Católicas pelo direito de decidir" sem máscaras: idéias sórdidas, dinheiro sujo. Tradução de Teresa Maria Freixinho.
Brasília: Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, 2000.
SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004. p. 227-228
Roma, 4 de janeiro de 2008.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"